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Celina Leão anuncia reajuste de até 43% em contratos com catadores

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Breno Esaki / Especial Metrópoles

Grupo de Trabalho formado para solucionar a crise estuda ações de acolhimento e capacitação para os trabalhos e DF avalia ajuda da União

Sobrevivendo com apenas R$ 250 por mês, catadores protestaram no Distrito Federal. A cena chocou a população e o presidente Lula (PT) chegou a ligar para governadora em exercício Celina Leão (PP) oferecendo apoio da União. Nesta terça-feira, Celina anunciou o reajuste de até 43% por tonelada de lixo reciclável.

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Segundo Celina, o contrato, celebrado em 2018, prevê a possibilidade de aumento. “O próximo pagamento que os nossos catadores recebem já será reajustado”, afirmou. O GDF também avalia ações para as famílias de catadores e mães que sustentam lares com a reciclagem.

Na semana passada, após os protestos, Celina determinou a criação de Grupo de Trabalho para elaborar soluções para o drama dos catadores. O deputado distrital Gabriel Magno (PT) participou das reuniões. Segundo o parlamentar, durante as tratativas com as cooperativas, o governo sinalizou bons direcionamentos.

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O DF avalia assinar termo de adesão ao programa pró-Catadores do Governo Federal. Além do reajuste, o GDF avalia um novo chamamento de triagem por cooperativa, nos próximos 15 dias. Outras medidas são o cadastramento dos catadores na Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e a oferta de cursos de capacitação.

O grupo também busca soluções para o impasse dos custos de manutenção dos galpões. Além da baixa renda, as cooperativas enfrentam grandes dívidas devidos as gastos com os espaços de trabalho. “Vamos cobrar para que os compromissos firmados com a categoria sejam, de fato, cumpridos”, concluiu o parlamentar.

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Fonte: Metropoles

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Politica

Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda

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Eleitoras enfrentam barreiras de engajamento e a polarização em meio a discursos que tentam desacreditar sua força

As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).

Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.

A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

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Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.

Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.

Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.

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FONTE:

brasildefato

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