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Basileu França conquista o “tricampeonato” em um dos maiores festivais de dança do mundo

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A Cia Jovem da escola técnica pública estadual foi campeã geral do Festival de Dança de Joinville pela terceira vez, sendo a segunda consecutiva. Além do prêmio em grupo, alunos venceram sete troféus de primeiro lugar

A Cia Jovem Basileu França conquistou o “tricampeonato” de Melhor Grupo no Festival de Dança de Joinville, considerado o maior do gênero no mundo. Ao todo, os bailarinos e bailarinas da Escola do Futuro de Goiás (EFG), em Artes Basileu França, conquistaram 12 prêmios, igualando o desempenho do ano passado. Foram sete troféus de primeiro lugar, dois de segundo e um de terceiro colocado, além do principal prêmio do evento, o de Melhor Grupo, e o de Melhor Coreógrafo.

O grupo já havia sido campeão geral do festival em 2016 e 2023. O número de prêmios individuais neste ano rendeu à Cia Jovem Basileu França a maior pontuação no ranking da Mostra Competitiva: 76 pontos. Destaque para o primeiro lugar conquistado com Balé Clássico de Repertório – Conjunto Sênior -, com a coreografia “Noite de Walpurgis”, que garantiu ao grupo uma das raras médias geral 10,00 nesta edição.

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Mais de 120 alunos dos Corpos de Baile Infantil, Balé Júnior, Juvenil e a Cia Jovem da instituição estadual foram para o Festival de Dança de Joinville, do qual participaram mais de 15 mil bailarinos de todo o país, entre competições, palcos abertos e cursos. “Não existe futuro sem arte e o Governo de Goiás, sob determinação do governador Ronaldo Caiado, continua investindo para que o estado seja reconhecido, cada vez mais, como o principal formador de artistas profissionais do país. É Goiás saindo na frente novamente”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto.

Coordenadora da Cia Jovem, Simone Malta diz que “o Estado de Goiás tem se destacado nacional e internacionalmente na arte da dança, graças ao empenho do governo, que mantém a cultura vibrante através da Basileu, considerada a maior escola de artes da América Latina”. Para ela, essa conquista é mais uma prova disso, dada a relevância da competição.

Com as novas conquistas, o balé do Basileu França chega à marca de 33 prêmios nas principais competições de dança do mundo, desde o início de 2023. Só neste ano, alunos do grupo goiano venceram o Prix de Lausanne, considerado o “Oscar” do balé mundial, realizado na Suíça todos os anos; também conquistaram cinco prêmios no Youth America Grand Prix (YAGP), maior competição e programa de bolsas de estudos de balé do mundo, ocorrida nos Estados Unidos.

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As Escolas do Futuro de Goiás são unidades de ensino profissionalizante do governo de Goiás, ligadas à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Desde 2021, são geridas, por meio de convênio, pela Universidade Federal de Goiás.

Fotos: Nilson Bastian

Legenda: O número de prêmios individuais neste ano rendeu à Cia Jovem Basileu França a maior pontuação no ranking da Mostra Competitiva

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Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação — Governo de Goiás

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IA reforça estereótipos de gênero entre jovens: meninas aparecem como frágeis em 56% dos casos e mais ligadas às ciências sociais

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O algoritmo recomenda às mulheres jovens buscar aprovação externa para “sentirem-se validadas” seis vezes mais do que aos homens.

A Inteligência Artificial deixou de ser uma ferramenta pontual para se tornar um interlocutor central na formação da identidade e das ambições da juventude. O relatório “Miragem da IA, um reflexo incômodo com alto impacto nos jovens”, elaborado pela LLYC no âmbito do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, revela que, longe de ser neutra, essa tecnologia valida estereótipos do passado e amplifica preconceitos históricos.

Os dados do estudo mostram que a IA não responde da mesma forma a meninos e meninas. Em 56% dos casos, as respostas rotulam as jovens como “frágeis”, colocando-as em uma posição de vulnerabilidade. Além disso, a inteligência artificial recomenda que as mulheres busquem validação externa seis vezes mais do que os homens e redireciona 75% de suas vocações para as áreas da saúde e das ciências sociais.

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“Não é a IA que está enviesada, mas a realidade. O relatório confirma que a inteligência artificial não corrige os déficits que temos. Ela reflete e amplifica uma superproteção às mulheres, a ponto de reduzir sua autonomia, perpetua os tetos de vidro e reforça a pressão estética. Em suma, não questiona os papéis tradicionais, mas os legitima. A verdade é que, se a realidade não mudar, não podemos esperar que a IA mude suas respostas”, afirma Luisa García, sócia e CEO Global de Corporate Affairs na LLYC e coordenadora do estudo.

O estudo, realizado em 12 países ao longo de 2025, analisou o impacto da inteligência artificial sobre jovens de 16 a 25 anos por meio da análise massiva de 9.600 recomendações e do exame de cinco grandes modelos de IA (entre eles, ChatGPT, Gemini e Grok).

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Seu futuro nas mãos de um chatbot: o fim do conselho neutro
A dependência dos jovens em relação aos modelos de linguagem (LLMs) atingiu um ponto de inflexão: 31% dos adolescentes afirmam que conversar com um chatbot é tão ou mais satisfatório do que conversar com um amigo real, segundo relatório do Plan International. Esse deslocamento relacional confere à máquina um papel de conselheira cuja orientação não é neutra, mas formativa. O relatório da LLYC apresenta, nesse sentido, números preocupantes:

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  • A “amiga tóxica” digital: nas interações com mulheres, uma em cada três respostas da IA adota um tom de “amizade”, padrão 13% mais frequente do que nas interações com homens.
  • Validação versus ação: a IA se personifica 2,5 vezes mais nas interações com mulheres, utilizando expressões como “eu te entendo” e priorizando a empatia artificial em vez de soluções técnicas. Já com os homens, a linguagem é mais direta, marcada por verbos no imperativo (“faça”, “diga”, “vá”), reforçando a ideia do homem como sujeito de ação.

O “teto de vidro programado”: segregação desde o algoritmo
A IA orienta vocações. O algoritmo redireciona mulheres até três vezes mais para áreas como ciências sociais e saúde, enquanto incentiva nos homens trajetórias ligadas à liderança e à engenharia.

  • Sucesso sob suspeita: a IA considera “impressionante” que uma mulher ganhe mais do que um homem — reação que não ocorre no sentido inverso. Em nove de cada dez consultas nas quais elas aparecem em minoria profissional, a IA constrói cenários laborais hostis.
  • Duplo critério emocional: diante de conflitos, a IA “politiza” o mal-estar feminino ao vinculá-lo ao sistema ou ao patriarcado em 33% dos casos, enquanto despolitiza o mal-estar masculino, associando-o ao autocontrole ou à patologização individual.
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O olhar enviesado do algoritmo: quando a repetição define o “normal”
Uma das conclusões mais alarmantes do relatório é a forma como a IA treina jovens a aceitar a desigualdade como uma norma geracional. Esse “olhar enviesado” se manifesta na construção da identidade e da percepção do corpo:

  • A armadilha da estética: diante de inseguranças, a IA oferece conselhos de moda 48% mais às mulheres do que aos homens. Em modelos de código aberto como o LLaMA, as menções à aparência feminina são 40% superiores.
  • Corpos úteis vs. corpos únicos: enquanto associa os homens à “força e funcionalidade”, vincula o bem-estar feminino à “autenticidade” e a “sentir-se única”. De fato, recomenda aos homens ir à academia até duas vezes mais do que às mulheres para superar rompimentos emocionais.

Programando a família do século passado
Mesmo na esfera privada, a IA legitima papéis tradicionais. O afeto aparece como atributo materno em proporção três vezes superior ao paterno. O pai é deslocado para um papel de “ajudante” em 21% das respostas, em vez de ser reconhecido como corresponsável. Essa lógica desemboca na chamada “sobrecarga da heroína”, narrativa na qual a mulher não apenas cuida, mas, como em tantas outras esferas, deve fazê-lo com excelência moral permanente.

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