Social
Projeto em parceria com multinacional de cosméticos capacita jovens
O projeto é voltado à formação de cabeleireiros e tem início em 4 de novembro polo de educação profissional do Conjunto Nacional
Pensando na capacitação de jovens para o curso gratuito de cabeleireiro básico, surgiu o projeto Geração Pro. As aulas são voltadas a jovens brasilienses, entre 18 e 29 anos, e começam em 4 de novembro, na capital federal.
O Geração Pro é uma parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Distrito Federal (Senac-DF) com a multinacional de beleza L’Oréal Produtos Profissionais.
Inicialmente, serão disponibilizadas 90 vagas gratuitas divididas entre seis turmas nos turnos da manhã, tarde e noite. Pensando na inclusão social, 50% dessas vagas são reservadas para pessoas de famílias em situação de pobreza; mulheres vítimas de violência doméstica; mulheres que sejam chefes de família; pretos, pardos e indígenas; pessoas com deficiência; e pessoas LGBTQIA+.
Para o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, o projeto é um meio de influenciar na inserção dos jovens no mercado de trabalho. “O nosso objetivo é garantir um profissional qualificado no mercado de trabalho do DF que vem crescendo bastante na área de beleza.”
O mercado da beleza no Brasil é muito promissor. Segundo pesquisa da Euromonitor International, o país tem o quarto maior mercado de beleza do mundo, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão.
Inauguração novo Polo de Educação Profissional
As primeiras turmas vão começar em 4 de novembro, dia da inauguração do polo de educação profissional no shopping Conjunto Nacional. Elas acabam no dia 11 de dezembro. O segundo ciclo de aulas começa no dia 20 de janeiro de 2025 e finaliza no dia 21 de fevereiro.
Social
BRASIL É 11° PAÍS COM MAIOR PRESENÇA DE LIDERANÇAS FEMININAS
As mulheres conquistaram a liberdade de trabalhar, sem a dependência e permissão dos maridos e famílias, somente nas últimas décadas e, desde então, demonstram porque são tão importantes no mercado, inclusive em cargos de liderança. Mesmo o Brasil apresentando números considerados baixos no mercado, trata-se de uma mudança importante por representar evolução.
A pesquisa Movimento Mulher 360 apontou que 5,2% das empresas brasileiras possuem uma mulher na presidência. Um recorte desse estudo mais amplo da participação do grupo em cargos de alta liderança sobe a participação delas para 37,7%.
Os resultados do ínEstes, por sua vez, registram o Brasil em um ranking de inclusão, considerado intermediário (11°), à frente de nações como os Estados Unidos (16°), pois locais como as Filipinas, África do Sul e Tailândia, lideram o ranking global da presença feminina em cargos de liderança sênior em empresas, de acordo com o levantamento Women in Business da Grant Thornton.
Para a especialista em liderança e gestão, palestrante, mentora, consultora organizacional, engenheira mecânica e escritora, Sônia Jordão, os dados são considerados bastante positivos, mas, muito ainda deve ser melhorado. A reversão do cenário atual requer ações intencionais das empresas, governo – através da criação de metas públicas de diversidade, processos seletivos com recorte de gênero, programas de mentoria, prezar pela flexibilidade e apoio parental – além de considerar a sociedade. É essencial conscientização para eliminar barreiras culturais e estruturais, pois, há muito tempo, elas se destacam como profissionais altamente eficientes em suas funções.
A liderança feminina decorre de uma série de motivos, indo muito além da representatividade, extremamente necessária. “As estatísticas destacam que, quando as mulheres assumem cargos diretivos, as empresas tendem a se tornar locais de trabalho mais inclusivos e, até mesmo, organizados”, afirma Sônia.
Elas acompanham a tendência de se adotar uma liderança mais colaborativa, cuja estrutura está focada na equidade, imparcialidade e senso de justiça para identificar carências individuais.
A expectativa é que a gestão feminina tenda a ser ainda mais humanizada. As mulheres são mais sensíveis e atentas – algo que não deve ser visto como fraqueza. Assim, escuta, empatia e segurança psicológica, tornam o local mais confortável para aquelas enfrentando situações como assédio, por exemplo, pois sabem que receberão a atenção necessária para solução do caso.
Os fatores contribuem também com a criação de um ambiente profissional seguro, propiciando a manutenção da saúde mental dos colaboradores, indispensável para a continuidade da atuação profissional. O Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo, apresentando elevados índices de depressão e afastamentos por outras patologias, envolvendo a mente como a síndrome do pânico e burnout, consideradas extremamente incapacitantes.
Alguns levantamentos, como o da Fundação Getúlio Vargas, também reforçam essa realidade com uma presença feminina em cargos de poder, reduzindo os índices de adoecimento e sofrimento mental.
A especialista acredita que, na verdade, o modelo ideal de negócio requer uma equipe diversa com escuta ativa e de variados pontos de vista, características propiciadoras para melhores tomadas de decisão, justamente pela diferença de pensamentos contribuidores para o crescimento profissional e empresarial.
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