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Politica

GDF Mais Perto do Cidadão no Paranoá é um sucesso.

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População aproveita serviços gratuitos do GDF Mais Perto do Cidadão no Paranoá

Região recebeu a 42ª edição do projeto, que oferece atendimentos de diferentes órgãos, além de serviços de beleza e bem-estar e apresentações artísticas

Por Fernando Jordão, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo

Moradores do Paranoá tiveram acesso, do lado de casa, a serviços gratuitos oferecidos pelo Governo do Distrito Federal nesta sexta-feira (29) e sábado (30). Nesses dias, a região recebeu a 42ª edição do programa GDF Mais Perto do Cidadão, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).

As tendas do projeto foram montadas no estacionamento da Administração Regional. No local, a população teve acesso a atendimentos da Sejus, do Na Hora e da Polícia Civil, além de serviços para os pets, apresentações artísticas, atividades para crianças e ações voltadas para beleza e bem-estar.

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A 42ª edição do programa GDF Mais Perto do Cidadão levou dois dias de serviços gratuitos aos moradores do Paranoá | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

“Nosso objetivo é cada vez trazer mais serviços e poder atender à população do Distrito Federal com o melhor que a gente pode oferecer. Essa é a determinação do nosso governador Ibaneis Rocha e da vice-governadora Celina Leão, e a gente vai nessa busca constante de aprimorar nosso serviço”, destacou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

Um dos serviços mais buscados foi a emissão da carteira de identidade. O analista Jonas Cavalcante, 30 anos, esteve no GDF Mais Perto do Cidadão com a mulher e os filhos para fazer o documento para o caçula, e elogiou a iniciativa. “É um serviço que ajuda muito a comunidade, nos traz muitos benefícios”, apontou. “Bem prático, simples e rápido”.

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Já a dona de casa Isabel Rosa, 45, foi ao local nos dois dias de evento e, antes, ainda buscou consultas médicas no Saúde Mais Perto do Cidadão – a estrutura da Secretaria de Saúde, que conta com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Gilvan Máximo, começou a funcionar na quarta-feira, ao lado da iniciativa da Sejus.

“Ontem [sexta] eu vim e consegui tirar a identidade; estou muito feliz com o atendimento, está tudo sendo muito bom”, exaltou Isabel que, neste sábado, buscou atendimento da Companhia Ambiental de Saneamento do DF (Caesb). “Aqui a gente não precisa nem sair do nosso lugar”, comentou.

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Além de serviços oferecidos por diversos órgãos do GDF, a população assistiu a apresentações artísticas e aproveitou as ações voltadas para beleza e bem-estar

Mulheres

A 42ª edição do projeto teve uma atenção especial ao público feminino. Além de um espaço exclusivo ao programa Direito Delas – que dá orientações para a prevenção de violência contra as mulheres –, houve ainda a segunda edição do Nasce uma Estrela, um curso de duas horas destinado às gestantes e mães de recém-nascido, que já atendeu 200 pessoas.

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“Nós temos muitos programas na Secretaria de Justiça com atenção às mulheres, como o Direito Delas, que cuida dessa parte de violência. E o Nasce uma Estrela surgiu da ideia de realmente potencializar esse momento tão mágico que a mulher vive – nosso filho, nossa filha quando nasce é a nossa estrelinha. E é um momento muito especial para a gente trazer para perto, trazer conhecimento e dizer que o Estado, o governo está aqui ativamente para poder prestar todo o atendimento a essas mulheres”, enfatizou Marcela Passamani.

A dona de casa Isabel Rosa esteve nos dois dias de evento – tirou a carteira de identidade na sexta e, neste sábado (30), buscou atendimento da Caesb

Programa

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Criado em 2023 pelo Decreto nº 44.213, o GDF Mais Perto do Cidadão é organizado em eixos temáticos, como Justiça e Cidadania, Saúde, Cultura e Educação, e Esporte e Lazer. Periodicamente, a Sejus mobiliza equipes de diversos órgãos do DF para prestar atendimentos em diferentes cidades da capital do país ao longo de dois dias.

O programa já contabilizou mais de 280 mil atendimentos e percorreu Água Quente, Arapoanga, Brazlândia, Ceilândia, Cidade Estrutural, Colônia Agrícola 26 de Setembro, Fercal, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho, Sobradinho II, Sol Nascente, Varjão, Vicente Pires e Gama.

Fonte: Agência Brasilia

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Politica

Começa estratégia piloto de vacinação contra a dengue com imunizante 100% nacional

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SAÚDE

Ação de vacinação contra a dengue em Maranguape, no Ceará: pessoas de 15 a 59 anos estão sendo imunizadas – Foto: Rafael Nascimento/MS

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a primeira vacina brasileira e de dose única contra a dengue começa a ser aplicada em municípios-piloto para avaliação de impacto

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O Governo do Brasil iniciou neste sábado, 17 de janeiro, a vacinação contra a dengue com o imunizante 100% nacional, de dose única, desenvolvido pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estratégia começa nos municípios-piloto de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com a imunização de pessoas de 15 a 59 anos. A iniciativa tem como objetivo avaliar o impacto da vacina na dinâmica de transmissão da doença e reunir evidências que subsidiem a ampliação da estratégia em todo o país. A partir deste domingo (18), o município de Botucatu (SP) também passa a integrar a iniciativa.
Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”

Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações
No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Essa é uma iniciativa que nós temos conduzido aqui no Ceará, em Minas Gerais e no estado de São Paulo. Cidades escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou.
“Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”, reforçou o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, que acompanhou o início da vacinação em Nova Lima.
Ao longo de um ano, as análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além do monitoramento de possíveis eventos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu (SP) na avaliação da efetividade da vacina contra a Covid-19.
Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre os três municípios: 80 mil para Botucatu (SP), 60,1 mil para Maranguape (CE) e 64 mil para Nova Lima (MG). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades e faz parte das 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan.
Para o público de 10 a 14 anos, continua sendo ofertada a vacina japonesa, com esquema de duas doses. Inicialmente disponibilizada para municípios 2,1 mil prioritários, a vacina agora está disponível em todo o país, nos mais de 5 mil municípios. A vacina produzida pelo Butantan será destinada às demais faixas etárias, de 15 a 59 anos, conforme o limite máximo estabelecido em bula e regulamentado pela Anvisa.
AMPLIAÇÃO DA OFERTA – Com a chegada de mais doses da Butantan DV, a imunização de profissionais da Atenção Primária à Saúde está prevista para o início de fevereiro. Cerca de 1,1 milhão de doses serão destinadas a profissionais que atuam na linha de frente do SUS, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários, assim que esse volume estiver disponível.
A estratégia nacional, com vacinação do público geral, será implementada conforme a disponibilidade de doses. Por meio da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.
QUEM PODE SE VACINAR? – Nos municípios-piloto, a vacina Butantan-DV será aplicada em pessoas de 15 a 59 anos. A imunização ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros pontos de vacinação instalados pela cidade e em locais estratégicos.
A Butantan-DV é o primeiro imunizante de dose única do mundo contra a dengue. Além de facilitar a adesão ao esquema vacinal, oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização por dengue.
Foram quase 20 anos de pesquisas, em um processo que exigiu dedicação de diferentes centros de pesquisa brasileiros, que contou ainda com apoio de pesquisadores e instituição estrangeiros. Um marco importante ocorreu ainda em 2008, quando o BNDES aprovou o primeiro financiamento para o Butantan desenvolver imunizantes para doenças chamadas negligenciadas. Foram R$ 32 milhões que também deveriam ser usados nos estudos de vacinas para a dengue, a leishmaniose canina e o rotavírus.
O apoio do BNDES não parou por aí. Em 2017, o BNDES aprovou financiamento de R$ 97,2 milhões para ensaios clínicos e construção de uma planta de escalonamento para fornecimento de doses contra a dengue. No total, a participação do Banco corresponde a 31% dos R$ 305,5 milhões investidos na vacina.
Em 2024, o Brasil se tornou o primeiro país a ofertar vacina contra a dengue no sistema público de saúde. O SUS mantém a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com o imunizante de duas doses atualmente disponível. Para esse público, a vacinação é feita exclusivamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS).
CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO – Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o território nacional.
Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou queda significativa: 1,7 mil mortes em 2025, o que representa redução de 72% em comparação a 2024, quando foram contabilizadas 6,3 mil mortes.
A principal forma de combate à dengue, chikungunya e zika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras.

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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