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20ª edição do TeNpo começa nesta terça-feira

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Mostra de Teatro Nacional de Porangatu contará com espetáculos teatrais e circenses, oficinas e apresentações do Cine Goiás Itinerante

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e apoio do Goiás Social, leva à cidade de Porangatu, na região Norte do estado, a 20ª edição da Mostra de Teatro Nacional de Porangatu (TeNpo 2025). O festival começa nesta terça-feira ( 22/4) e segue até sábado (26/4). A novidade deste ano é o Cine Goiás Itinerante, com apresentações descentralizadas.

A programação gratuita é composta por quinze sessões de espetáculos teatrais e circenses, e sete oficinas. Também é inédito nesta edição, o projeto Secult Goiás Itinerante, com o Encontro de Gestores Culturais, no dia 23 de abril, às 15h, no Museu Ângelo Rosa de Moura, no Centro Histórico de Porangatu.

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A iniciativa que visa proporcionar aos produtores culturais do município uma atividade formativa e a oportunidade de esclarecer dúvidas dos artistas e trabalhadores da cultura que desejam pleitear recursos dos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Para a secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, a Mostra de Teatro no Norte do estado reforça o compromisso do Governo de Goiás com a descentralização e democratização da cultura. “Ao levar gratuitamente teatro, circo e cinema a diversos bairros de Porangatu, valorizamos as múltiplas linguagens artísticas, promovemos o acesso à arte e fortalecemos a identidade e o protagonismo das comunidades locais. Esse é o principal legado do TeNpo nesses 20 anos de edições”, destaca a titular da pasta.

O TeNpo conta com a correalização da Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Fundação Rádio e Televisão Educativa (RTVE). O evento tem ainda a parceria da Secretaria de Estado da Retomada, Prefeitura de Porangatu, Sesc Goiás e do Corpo de Bombeiros.

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Teatro
A abertura oficial ocorrerá às 19h30, do dia 22/4, com o espetáculo “NIQ – Por estradas mundo afora”, dirigida e interpretada por Júlio Vann (GO). A classificação é livre. Na quarta-feira (23/4), sobe ao palco a companhia de teatro Boca do Lixo (Anápolis); na quinta-feira (24/4), é a vez do Teatro da Escuta (Goiânia), Kuase Normais (Porangatu) e Sem Nome Cia de Teatro (Goiânia).

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Na sexta-feira (25/4), a trupe do Nu Escuro (Goiânia) é a grande atração. Fecha a programação teatral, no sábado (26/4), o espetáculo “Vozes da Floresta – Chico Mendes Vive” (São Paulo), com direção, concepção e atuação de Lucélia Santos – um oferecimento do Sesc Goiás. Todas as peças serão apresentadas no Teatro do Centro Cultural de Porangatu, localizado na Praça Ângelo Rosa de Moura, no Centro.

Circo
A partir do dia 23/4, às 17h30, a programação contará, ainda, com sessões diárias do Circo Laheto (Goiânia), com o espetáculo “Entre o Real e o Imaginário”, com direção geral de Maneco Manacá e artística de Danilo Lúcio. A tenda estará montada no campo ao lado da Escola Municipal Jesuíno Gonçalves dos Reis, na Av. Brasil, na Vila Record. Já as sessões de circo itinerante ficarão a cargo da Cia Pé de Cana (São Paulo), que apresentará a performance “Palhaças Sim, Sinhô”, dirigida por Katina Sousa.

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No dia 23/4, o grupo estará no Povoado de Linda Vista; no dia 24/4, no Setor Nossa Senhora da Piedade; na sexta-feira (25/4), no Setor Jardim Brasília; e no sábado (26/4), na Praça do Setor Sete Ranchos. Todas as apresentações terão início às 16h, com exceção da última, marcada para às 16h30.

O Cine Goiás Itinerante terá sessões gratuitas de cinema, além de uma oficina de Stop Motion. O projeto irá percorrer as escolas municipais Luiz Alves Pereira, no setor Vila Operária; Linda Vista, no povoado de Linda Vista; e Maria José Gonçalves, no setor Bela Vista. As sessões são livres.

O projeto tem como objetivo levar entretenimento e cultura por meio do cinema a todas as regiões do estado, gratuitamente. Um dos principais pilares do projeto é a exibição de filmes que participaram do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica). As sessões de cinema no TeNpo 2025 estão programadas para os dias 22, 24 e 25 de abril, nos períodos matutino e vespertino.

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Oficinas
Este ano, o TeNpo terá sete oficinas gratuitas, sendo uma delas de Stop Motion, ministrada por Nuno Aymar e Eudaldo Guimarães, uma das novidades da mostra para esta edição. O grande destaque fica por conta da oficina “O Corpo do Ator na Interpretação para Teatro, Cinema e Televisão”, ministrada por Ana Magdalena e João Côrtes, do Rio de Janeiro. Duas formações de circo também integram a programação, sendo uma de Malabares e outra de Acrobacias de Solo e Aéreas.

As outras oficinas são: Dramaturgias Emergentes: Território dos Objetos. Ministrante: Takaiúna/ Aparecida de Goiânia; Danças Negras que transformam as Ruas. Ministrantes: Jéssika Gomes e Wes Ferreira/ Goiânia; e Jogos Teatrais para a Cena e para a Sala de Aula. Ministrante: Rui Jorge Vinhais Bordalo/ Goiânia.

Ao todo, as atividades reunirão 120 alunos. As aulas ocorrerão no Centro Cultural de Porangatu, nos períodos matutino e vespertino.

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Durante os cinco dias de realização do TeNpo, a cidade espera receber cerca de 5 mil turistas, segundo previsão da Secretaria Municipal de Turismo. A programação completa pode ser acompanhada pelo site mostratenpo.cultura.go.gov.br.

Serviço
Abertura oficial da 20ª edição da Mostra de Teatro Nacional de Porangatu – TeNpo 2025
Quando: Terça-feira ( 22/4), às 19h30
Onde: Teatro do Centro Cultural de Porangatu, na Praça Ângelo Rosa de Moura, no Centro
Entrada gratuita

Fotos: Secult Goiás

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Legenda: Uma das novidades neste ano é o projeto Cine Goiás Itinerante com sessões em palcos de vários bairros

Secretaria de Estado da Cultura – Governo de Goiás

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Curiosidades

Populações de espécies selvagens diminuem 2,5% a cada ano no mundo

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Relatório do WWF avaliou vertebrados ao longo de 52 anos
Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

As populações de espécies de vertebrados selvagens diminuíram em média 73% em 52 nos, segundo o relatório Planeta Vivo divulgado nesta quinta-feira (8).

Entre os anos de 1970 e 2022, a diversidade de mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios encolheram em média 2,5% ao ano.

O estudo produzido é pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) para o WWF Internacional.

Segundo Kirsten Schuijt, diretora-geral do WWF Internacional, a análise trazida pelo relatório deixa claro que os sistemas que impulsionaram o crescimento econômico estão acelerando a degradação da natureza a uma taxa sem precedentes.

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“Parar e reverter essa tendência exigirá transformações em sistemas inteiros – desde como produzimos energia e alimentos até como financiamos nossas economias.”

Os dados trazidos pelo relatório fazem parte do Índice Planeta Vivo (IPV), que mede a mudança média no tamanho de 35.803 populações de 5.790 espécies de vertebrados monitorados ao longo de 52 anos.

Na prática, a medição se refere à abundância das populações dessas espécies e não ao número absoluto de indivíduos. As mudanças são observadas tanto em populações com muitos indivíduos, quanto em populações com poucos indivíduos.

Ecossistemas

O IPV é calculado pela média de outros três indicadores: o Índice Marinho, que mede a mudança na abundância de espécies no oceano; o Índice Terrestre, que inclui espécies de diferentes habitats, como florestas, desertos e campos; e o Índice de Água Doce que mede populações em rios e lagos.

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O Índice de Água Doce foi o que apresentou maior declínio: 85% em 52 anos, o que equivale a uma média de 3,6% por ano. De acordo com os pesquisadores, as espécies de água doce enfrentam uma ampla gama de ameaças observadas nas bacias hidrográficas.

“Por exemplo, os peixes são frequentemente ameaçados por alterações em seu habitat, incluindo barragens e desvios, que podem bloquear rotas de migração essenciais”, destaca o relatório.

O Índice Terrestre registrou declínio de 69% no período de análise, com média anual de 2,3%. Já o Índice Marinho registrou uma mudança negativa de 59% nas populações dos oceanos, com média anual de 1,7%.

Regionalidade

Além da variação nas tendências por ecossistemas, os pesquisadores também observaram diferença nos percentuais de declínio das populações por região geográfica, que aparecem no estudo conforme a classificação da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos:

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  • América Latina e Caribe: 95% de declínio das populações de animais silvestres;
  • África: 80%;
  • Europa e Ásia Central: 23%;
  • América do Norte: 28%; e
  • Ásia e Região do Pacífico: 49%

Segundo o diretor de conservação da ZSL, Andrew Terry, os índices refletem um recorte de 52 anos analisados e traduzem também, além da capacidade de monitoramento das regiões, o momento analisado.

“Na América do Norte, por exemplo, o declínio ocorrido até os anos 1970 foram intensos refletindo uma desaceleração nos anos seguintes”, explica.

Novos dados

O relatório não traz dados comparativos com as edições anteriores devido ao acréscimo contínuo de novos conjuntos de dados e da ampliação das populações e espécies estudadas.

Um exemplo foi o acréscimo de dados sobre 967 populações de 295 novas espécies, além da atualização de dados referentes a 669 populações no relatório atual, em comparação com a última publicação, de 2024.

Por outro lado, foram analisados indicadores adicionais que trazem outros aspectos que reforçam a ocorrência do declínio da biodiversidade em escala global. São eles as mudanças no risco de extinção e na própria extinção de espécies, além de transformações na integridade da biodiversidade.

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Impactos

A análise de todos esses aspectos demonstra como a perda de populações de espécies se traduzem em ameaças à estabilidade econômica, à segurança geopolítica e ao bem-estar humano.

“A estrutura da vida que sustenta a nossa prosperidade está se desfazendo a um ritmo sem precedentes, impulsionando o aumento da desigualdade”, destaca o relatório.

Cerca de US$ 58 trilhões do PIB global de 2023 tiveram origem em trabalhos que dependem de alguma forma da natureza e que são impactados diretamente por essa diminuição das populações de espécies.

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Conservação

Por outro lado, o relatório aponta que a humanidade já conhece os caminhos para uma mudança transformadora, capaz de frear e até reverter esse declínio.

Os esforços de conservação também resultaram na estabilidade ou crescimento de metade das populações monitoradas pelo Índice Planeta Vivo.

No Brasil, por exemplo, a população de onças pintadas na Mata Atlântica cresceu 280%, de 2019 a 2025, após uma ação coordenada com vários parceiros: governo, terceiro setor e produtores locais.

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No aspecto global, em 2025, a tartaruga-verde tornou-se a primeira tartaruga marinha a passar de Ameaçada para Pouco Preocupante, após 50 anos de trabalho em mais de 80 países de desova.

Para a especialista em Conservação do WWF-Brasil, Helga Correa, os exemplos de recuperação apresentados pelo relatório mostram que o declínio da natureza não é inevitável. E o Brasil tem condições de reverter as perdas ocorridas em seu território.

“Isso exige ações de conservação contínuas e em escala, com proteção e restauração dos ecossistemas e enfrentamento das causas da perda de biodiversidade”, diz.

Líderes globais voltam a debater caminhos para implementação mais rápida de ações e investimentos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17) no dia 19 de outubro, em Yerevan, na Armênia.

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Ponto de inflexão positivo

Como contribuição para os debates, o relatório propõe o conceito de ponto de inflexão positivo. Apresentado em uma pesquisa da Universidade de Exeter, na Inglaterra, o conceito se refere ao momento em que um sistema passa para uma condição melhor e a mudança começa a se reforçar, tornando-se mais rápida, mais barata e mais difícil de ser revertida.

“A possibilidade de construir um futuro diferente está diminuindo, mas continua aberta. Transformar sistemas complexos na velocidade e na escala necessárias não será fácil. Ao desencadear pontos de inflexão positivos, porém, isso pode acontecer mais rapidamente do que imaginamos”, conclui Daudi Sumba, diretor de conservação do WWF Internacional.

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