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Eleições 2022

Beto Dois a Um garante apoio a Mauro Mendes na AL e defesa de setores como cultura e esportes

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Beto recebeu 26.462 votos em todo o estado; terceiro candidato mais votado do PSB

O candidato a deputado estadual, Beto Dois a Um (PSB), confirmou a expectativa do eleitorado e foi eleito para exercer o 1°  como deputado estadual por Mato Grosso, com 26.462 votos, sendo o  terceiro candidato mais votado do Partido Socialista Brasileiro.

Beto, que é da base do governador Mauro Mendes (UB), reeleito para o segundo mandato, despontava como um dos principais candidatos para assumir uma das vagas ao legislativo estadual e agradeceu o empenho de todos os apoiadores e lideranças de sua campanha. “Sou grato pelo voto de confiança da população mato-grossense, em especial, trabalhadores da cultura e do esporte”, afirmou.

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“Nosso sonho se tornou realidade. E tudo só foi possível por causa dos 26.462 eleitores mato-grossenses que acreditam que podemos fazer política de maneira mais humana, mais democrática, mais atenciosa e dedicada. E eu me sinto muito agradecido mesmo, do fundo do meu coração”, declarou Beto Dois a Um.

Eleições 2022

 

De acordo com Beto, seu trabalho no legislativo estadual terá a mesma linha municipalista que sempre defendeu enquanto secretário. “No meu mandato nós iremos ouvir as necessidades dos municípios e fazer as entregas necessárias para o desenvolvimento das cidades e, assim, levando bem-estar e melhor condição de vida para a população”. 

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Segundo o deputado estadual eleito, as prioridades do Governo do Estado também serão defendidas por ele no parlamento. “Sou um defensor do governador Mauro Mendes que é um dos maiores que a história de Mato Grosso já viu. Como deputado da base, vou defender os projetos prioritários e estruturantes do Governo, principalmente os que envolvem a Cultura e Esporte, setores que conheço muito bem e que merecem atenção especial”, ressaltou.

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“Chegamos juntos até aqui e juntos seguiremos, unidos e organizados igual um cardume, potentes e velozes como um foguete. Queria poder abraçar cada um de vocês. Da cultura, do esporte, de todos os segmentos que podemos nos reunir nessa caminhada. São mais de 26 mil tripulantes do nosso foguete amarelo. Agradeço imensamente o voto de confiança e a dedicação, minha equipe, minha família, meus amigos e amigas, e a Deus que permitiu essa conquista que mudará nossas vidas para sempre. O futuro começa agora, faremos história na Assembleia Legislativa”, completa.

Beto Dois a Um

Eleito deputado estadual nas eleições do último domingo (02) pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), com 26.462 votos em todo o estado, Alberto Machado, o Beto Dois A Um, tem 46 anos de idade e é músico, empresário e foi secretário de estado de cultura, esporte e lazer de Mato Grosso entre 2019 e 2022 e, também, secretário municipal de cultura de Cuiabá, entre 2014 e 2015.

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Fonte: Eleições 2022

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Mulheres incriveis

Documentário registra a potência das vozes e da organização das Mulheres do Cerrado a partir do projeto Gênero e Biodiversidade

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Contra a violência do latifúndio e do patriarcado, as mulheres cerradeiras plantam a vida e o esperançar em seus quintais

 

Há uma sabedoria popular que corre os rios e rega com abundância a terra do Cerrado: “Mulheres são como as águas: crescem quando se juntam”. No último ano, mulheres cerradeiras do Piauí, Tocantins e Goiás se juntaram em suas resistências em defesa de seus corpos e de seus territórios, a partir do projeto ‘Gênero e Biodiversidade: Falas das Mulheres do Cerrado’. Os registros, repletos do esperançar que confronta realidades violentas, resultaram em um potente curta-documentário, que a CPT lança hoje, ao final de março, mês marcado pelo Dia Internacional da Mulher.

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O vídeo-final rememora as atividades formativas comunitárias do projeto, uma realização conjunta entre a Articulação das CPTs do Cerrado e as regionais da CPT no Piauí, Tocantins e Goiás, em que a troca de conhecimentos e experiências entre as camponesas se mostrou como a essência da formação popular. As oficinas se aprofundaram em questões de gênero, segurança, sociobiodiversidade e agroecologia, além de promover a valorização de quintais produtivos e a geração de renda para autonomia das mulheres, também pelo acesso à políticas públicas.

 

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“A gente tem aprendido muito, mas muito mesmo, pra poder levar adiante. A nossa vida de mulher, de camponesa, muitas vezes não é fácil, mas esse projeto só veio agregar valores pra gente, tanto como mulher, quanto também na vida financeira. Pra gente andar mais com as nossas próprias pernas, mas sempre no coletivo, na unidade, sempre ajudando umas às outras” – Maria Aparecida Alves, Assentamento Che Guevara (Piranhas/GO)

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As oficinas foram realizadas no interior dos territórios, onde as violências do latifúndio e do patriarcado se entrelaçam mais profundamente pela dominação e subjugação, tanto da terra quanto das mulheres. É como muito ensinou Anacleta Pires, hoje encantada e uma força ancestral do Cerrado, que quando via a terra sendo vendida – e invadida -, sentia seu corpo sendo negociado.

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Com a ameaça à porta, as mulheres camponesas colocam seus corpos à frente da terra e da família, enfrentando cara a cara a violência de fazendeiros grileiros, como relatou Maria de Jesus Maciel, do P.A Boa Esperança (Palmeirante/TO), durante oficina sobre gênero e construção de protocolos de segurança:

 

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“Tem vezes lá na roça que eu escuto as caminhonetes e vou correndo pra casa… Já chega falando que comprou a terra do fazendeiro e que vai tirar a gente de lá de qualquer jeito. Tem dias lá em casa que eu fico com a cabeça perturbada, porque na verdade quem palestra com essa pessoa sou eu, mando meu esposo se esconder e fico em casa só com as crianças, porque quando eles pegam o marido da gente, eles humilham demais, sabe? Os grileiros e até a polícia”, narrou.

 

A partir das formações durante o projeto, foram construídos, coletivamente, protocolos de segurança para atender cada comunidade, com atenção voltada contra violência de gênero e em defesa dos territórios.

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Em todo esse processo formativo, as mulheres reconheceram que suas resistências também estão plantadas em seus quintais, nos quais brotam não só a esperança e o sonho da terra para viver e trabalhar, como também frutos que representam a autonomia, a geração de renda e a sustentabilidade das mulheres camponesas.

 

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“O que mais me chamou atenção foi a importância dos nossos quintais produtivos e como a gente pode trabalhar com os frutos do Cerrado, porque a gente mora numa terra rica e só falta mesmo a disponibilidade de levar em frente, isso foi uma motivação muito grande pra mim” – Domingas de Sousa Borges, Assentamento Flores (Uruçuí/PI).

 

Nos três estados, foram realizadas feiras para comercialização e fortalecimento da renda das mulheres do Cerrado, que como Adaylzes Rodrigues, do P.A. Santo Antônio (Palmeirante/TO), levaram, venderam e trocaram seus produtos, cheias de orgulho e certas de sua indispensável contribuição na luta pela terra, pela alimentação saudável e pelo cuidado com a biodiversidade: “Eu trouxe doce de leite, doce de coco com abóbora, trouxe banana, macaxeira, abacaxi… tudo plantado no meu quintal, tá? Tudo eu que planto, tudo eu que cuido!”.

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O documentário está disponível no canal do youtube da Comissão Pastoral da Terra.

 

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CRÉDITOS:

Texto publicado originalmente na edição 270 do Jornal Pastoral da Terra.

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