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Creche em Samambaia Sul é investigada por maus-tratos

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© Elza Fiuza/Arquivo Agência Brasil

Em nota ao Jornal de Brasília, o Espaço da Criança Vovó Dita negou as alegações

Elisa Costa

redacao@grupojbr.com

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Após denúncias de agressão, maus-tratos e falta de comida, uma creche particular localizada em Samambaia Sul está sendo investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O caso veio à tona depois de uma mãe registrar um boletim de ocorrência, pois a filha, de apenas 2 anos, chegou em casa com hematomas em vários locais do braço.

Em nota ao Jornal de Brasília, o Espaço da Criança Vovó Dita negou as alegações. “A mãe em questão, que está alegando a agressão, teve ciência que a criança estava passando o cordão do cinto de segurança do bebê conforto no braço, ela fazia o mesmo com a corda da sua garrafinha de água. Temos toda a conversa e fotos registradas com a mãe, para ser entregue no momento oportuno para os órgãos competentes”, declarou.

A instituição ressaltou que a equipe e a coordenação trabalham diariamente para cuidar das crianças com zelo e carinho. Além disso, disse possuir todas as licenças de funcionamento conforme necessário. “A direção estará sempre à disposição dos órgãos competentes para maiores esclarecimentos e que as provas de tudo o que realmente aconteceu serão entregues no momento solicitado, para as devidas apurações”, completou.

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Segundo o relato de pais e mães de alunos, os filhos não se sentem confortáveis em ir para a creche, demonstrando certa aversão ao local. Uma das crianças começou a chorar quando a mãe indicou que ia vesti-lo com o uniforme da instituição. Outra criança chegou em casa com as roupas sujas de fezes, pois a fralda que usava tinha vazado. Segundo a menina, os educadores não a limparam e o pai sentiu o forte odor quando buscou a filha na escola.

Esta não é a primeira vez que a instituição é denunciada. Em maio deste ano, outra mãe fez um boletim de ocorrência contra uma unidade da mesma rede que fica no Riacho Fundo II, devido a maus-tratos sofridos pela filha de apenas 7 anos de idade, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a mãe, a menina tinha marcas de ferimentos no rosto, próximo aos olhos, nos braços e nas pernas.

De acordo com a SEDF, o credenciamento é o ato que assegura a pais e responsáveis e a sociedade, de um modo geral, que os estudantes serão matriculados em escolas regidas por princípios da legislação que atestam sua capacidade de ofertar ensino de qualidade. As instituições que desejam ofertar ensino devem, primeiramente, abrir uma empresa, com CNPJ. Só depois devem entrar com os pedidos de credenciamento junto à Secretaria de Educação.

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Saiba Mais

Denúncias de maus-tratos podem ser feitas pelo Disque 125, da Coordenação de Denúncias de Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cisdeca), da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF). O caso é encaminhado ao conselho tutelar mais próximo, que fará a apuração dos fatos e decidirá a melhor forma de intervir na situação e cessar com as violações.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania também disponibiliza o Disque 100 onde podem ser feitas denúncias de forma rápida e anônima. A denúncia é encaminhada aos órgãos competentes que avaliam a situação. O canal funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana e a ligação é gratuita. Já o Ministério da Educação coloca à disposição o número 0800 61 61 61, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

Fonte: Jornal de Brasilia

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No Distrito Federal, operações do Governo do Brasil prendem 448 suspeitos de crimes contra mulheres e reforçam ações do Pacto contra o Feminicídio

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Operações Mulher Segura e Alerta Lilás mobilizaram forças de segurança federais e estaduais entre fevereiro e março, resultando em prisões em flagrante e cumprimento de mandados contra agressores em todo o país

 

Durante 15 dias, a operação Mulher Segura mobilizou 38.564 agentes de segurança, com apoio de 14.796 viaturas, em 2.050 municípios brasileiros. Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio Grande do Sul
No Distrito Federal, 448 pessoas foram presas durante operações coordenadas pelo Governo do Brasil nas últimas semanas para combater a violência contra mulheres e meninas. As detenções ocorreram no âmbito da Operação Mulher Segura, em parceria com as Secretarias de Segurança Pública estaduais, e da Operação Alerta Lilás II, conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
No DF, 439 pessoas foram presas na Operação Mulher Segura, realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março. Já a Operação Alerta Lilás, conduzida pela PRF entre 9 de fevereiro e 5 de março, resultou em 9 prisões em cumprimento de mandados relacionados a crimes de violência contra mulheres.
As duas iniciativas fazem parte das ações do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, que articula Executivo, Legislativo e Judiciário para ampliar a prevenção da violência, fortalecer a proteção às vítimas e garantir a responsabilização de agressores.
NACIONAL – Em todo o país, as duas operações coordenadas pelo Governo do Brasil resultaram na prisão de 5.238 suspeitos de crimes relacionados à violência de gênero. Na Operação Mulher Segura, foram registradas 4.936 prisões, sendo 3.199 em flagrante e 1.737 em cumprimento de mandados de prisão. Na Alerta Lilás, foram presas 302 em flagrante ou com mandados de prisão relacionados a crimes de violência contra mulheres.
MILHARES DE AGENTES – Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Operação Mulher Segura contou com a participação das forças de segurança de 26 unidades da Federação, com exceção do Paraná, que já realizava operação semelhante no mesmo período.
Durante 15 dias, a operação mobilizou 38.564 agentes de segurança, com apoio de 14.796 viaturas, em 2.050 municípios brasileiros. Foram realizadas 42.339 diligências, com 18.002 medidas protetivas de urgência acompanhadas e 24.337 vítimas atendidas.
No campo da prevenção, foram promovidas 1.802 campanhas de conscientização, que alcançaram 2,2 milhões de pessoas, reforçando ações educativas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. Para ampliar a capacidade operacional dos estados, o Ministério da Justiça destinou cerca de R$ 2,6 milhões para pagamento de diárias de policiais, ampliando o efetivo empregado nas ações. A operação integra o Projeto VIPS – Vulnerabilizados Institucionalmente Protegidos e Seguros, iniciativa estratégica voltada à proteção de grupos vulnerabilizados.
MAIOR DA HISTÓRIA – Paralelamente à mobilização nos estados, a Polícia Rodoviária Federal realizou a Operação Alerta Lilás, considerada a maior ação da história da instituição voltada à proteção de mulheres.
Entre 9 de fevereiro e 5 de março, a PRF intensificou ações de inteligência e fiscalização para localizar e prender agressores procurados pela Justiça nas 27 unidades da Federação. O resultado foi a prisão de 302 pessoas em flagrante ou em cumprimento de mandados relacionados a crimes de violência contra mulheres, reforçando o enfrentamento qualificado à violência de gênero em âmbito nacional.
Do total das ocorrências, 119 (39,4%) contaram com participação da atividade de inteligência da PRF. As demais 183 prisões (60,6%) decorreram de flagrantes realizados pelo efetivo operacional.
PLANO DE TRABALHO – As operações Mulher Segura e Alerta Lilás II integram o plano de trabalho apresentado na última quarta-feira (4) pelo Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. O plano tem a finalidade de organizar, integrar e consolidar as ações prioritárias, previstas no compromisso firmado em 4 de fevereiro de 2026 pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para o enfrentamento ao feminicídio.
Entre as medidas previstas está a realização de mutirões nacionais para cumprimento de mandados de prisão de agressores, além do fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento às vítimas.
O plano também prevê ações para acelerar a concessão e o monitoramento de medidas protetivas de urgência, ampliar a integração entre órgãos de segurança e justiça e promover iniciativas educativas voltadas à prevenção da violência de gênero.
Também estão previstas a criação de um Centro Integrado Mulher Segura para monitoramento de dados, a implantação de unidades móveis de atendimento a mulheres em situação de violência e a ampliação da rede de acolhimento.

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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