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Embratur aciona PF para investigar festa com coaches que ensinam a “pegar mulher”

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O pedido deve ser formalizado na próxima segunda (20/3); o Millionaire Social Circle (MSC, Círculo Social Milionário, em tradução livre) promoveu festa para alunos conseguirem encontros sexuais com brasileiras

Ândrea Malcher
Foto usada no site do Millionaire Social Circle: coaches vendem cursos para ensinar como “pegar mulher” – (crédito: Reprodução/Site Millionaire Social Circle)

A Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) afirmou, nesta quinta-feira (16/3), que acionou a Polícia Federal (PF) para investigar uma festa, em São Paulo, do curso norte-americano do Millionaire Social Circle (MSC, Círculo Social Milionário, em tradução livre), que oferecia aulas e viagens para que os alunos pudessem ter encontros sexuais com mulheres. A expectativa é que o pedido de investigação seja formalizado na próxima segunda (20/3).

O MSC é encabeçado pelos coaches norte-americanos David Bond e Mike Pickupalpha — que usam nomes fictícios. Autointitulados “coaches de namoro”, os dois prometiam, além de aulas, viagens para que os “estudantes” pudessem aplicar o que aprenderam. Os cursos chegam a custar até US$ 50 mil (cerca de R$ 262,7 mil).

A Embratur disse, em nota, que “não são bem-vindas em nosso país pessoas que desejam praticar crimes” e pontuou que turismo para exploração sexual é ilegal no país. O órgão destacou que o combate ao turismo de exploração sexual foi “interrompido pelo governo passado, cujo presidente deu infelizes declarações que estimularam a prática desses crimes”.

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“Em nossa gestão, recuperamos como valores centrais da Embratur o respeito aos direitos humanos e à democracia. Promovemos no exterior um Brasil que queremos ser, da sustentabilidade, que combate a pobreza e o racismo e valoriza a diversidade de seu povo. São muito bem-vindos os turistas estrangeiros que querem contribuir para a construção desse Brasil”, apontou a agência em nota.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o grupo tem o costume de viajar somente para países subdesenvolvidos e, em publicações, enaltecem as desigualdades sociais que encontram nos destinos. Já tendo passado por países como Colômbia, Costa Rica e Filipinas, o MSC esteve em São Paulo entre 14 e 28 de fevereiro deste ano. O curso garante que o aluno tem “100% de chances de transar.”

A viagem dos norte-americanos viralizou após uma festa promovida no dia 26 de fevereiro, em uma mansão no bairro do Morumbi, na capital paulista, em que brasileiras estavam convidadas. Pelo menos duas mulheres que estiveram no evento afirmaram à Folha de S. Paulo que não sabiam do curso e se sentiram enganadas.

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O caso também é investigado pela 34ª Delegacia de Polícia de São Paulo, localizada no Morumbi. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o caso foi registrado como “favorecimento de prostituição ou outra forma de exploração sexual e agenciar, aliciar, transportar, transferir, comprar, alojar ou acolher exploração sexual”.

Uma vítima de 27 anos que participou da festa fez uma denúncia. Em nota à Folha de S. Paulo, a SSP-SP disse que “no local havia homens estrangeiros que tiraram fotos e vídeos dela (a vítima que denunciou) para promover um curso sobre relacionamentos”.

Exaltando o “exotismo” brasileiro, os tutores gravaram vídeos com um kit que tornaria a viagem dos alunos “mais fácil”. Nas imagens, é dito que foi gasto US$1,2 mil (cerca de R$ 6 mil) em pílulas do dia seguinte

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Fonte: Correio Brasiliense

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Mulheres incriveis

Mulheres vítimas de violência doméstica no DF podem solicitar o Aluguel Social

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Mulheres em situação de violência doméstica e familiar que precisem deixar o lar para preservar a integridade física podem solicitar o Aluguel Social. O benefício é de R$ 600 mensais para despesas com moradia por até seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período.

 

Unidades do Espaço Acolher estão entre as instituições que fazem acompanhamento psicossocial de mulheres em situação de vulnerabilidade | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Atualmente, 765 mulheres recebem o auxílio; e, entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 4.327 atendimentos. O acesso ocorre por demanda espontânea, e não há limite de vagas.

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Critérios para solicitar o benefício

⇒ Possuir medida protetiva de urgência vigente, expedida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), com base na Lei Maria da Penha

⇒ Estar em situação de vulnerabilidade econômica e social

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⇒ Precisar deixar a residência em caráter emergencial devido ao risco de morte ou agravamento da violência

⇒ Não possuir outro imóvel ou local seguro para morar

⇒ Não ter condições financeiras de custear despesas com moradia

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⇒ Residir no Distrito Federal

⇒ Possuir renda per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar de até dois salários mínimos

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⇒ Estar em acompanhamento psicossocial na Casa da Mulher Brasileira, em alguma unidade do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), na Casa Abrigo ou nos Espaços Acolher.

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Como solicitar

O primeiro passo é procurar presencialmente uma das unidades de atendimento psicossocial. Durante o atendimento, uma equipe multidisciplinar avalia a situação da vítima e elabora um relatório técnico para verificar se ela atende aos critérios estabelecidos pela Portaria nº 49/2026.

 

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Se o benefício for concedido, o valor deverá ser utilizado para despesas com moradia.

O que é necessário durante o recebimento

Enquanto recebe o auxílio, a beneficiária deve manter o acompanhamento psicossocial em uma das unidades ou na rede de proteção às mulheres vítimas de violência. Também é necessário apresentar, nos primeiros 45 dias de recebimento do benefício, o contrato de locação do imóvel ou uma declaração assinada pelo proprietário.

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Mulheres que não possuírem documentos para comprovar renda ou residência poderão utilizar autodeclaração. Além disso, é obrigatória a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), caso ainda não estejam cadastradas, e a apresentação do comprovante de cadastro no programa habitacional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Quando indicado, também poderá ser necessária a participação em programas sociais complementares.

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Como funciona a prorrogação

O benefício pode ser disponibilizado por mais seis meses. Para isso, a beneficiária deverá comprovar inscrição em pelo menos dois cursos de capacitação, qualificação profissional ou empreendedorismo.

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Também é preciso, nesse caso, apresentar o comprovante de cadastro na Codhab e um documento que comprove a continuidade da locação do imóvel, como contrato de aluguel ou declaração do locador

A permanência depende do cumprimento dos critérios previstos e da regularidade do acompanhamento feito pelas unidades ou pela rede de proteção às mulheres vítimas de violência.

 

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