Policiais
Mulher faz se passar por vítima de Brumadinho, para concorre ao Conselho Tutelar no Cruzeiro ou Riacho Fundo
Presa ao se passar por vítima de Brumadinho, mulher concorre ao Conselho Tutelar no DF
Presa pela PCMG ao se passar por vítima de Brumadinho (MG), Ana Maria Vieira busca ser conselheira tutelar no Riacho Fundo e no Cruzeiro
Presa pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) após ser acusada de se passar por vítima da tragédia de Brumadinho (MG), Ana Maria Vieira Santiago, de 61 anos, é candidata ao cargo de conselheira tutelar no Riacho Fundo e no Cruzeiro. O nome da mulher consta na relação preliminar das inscrições para a função com remuneração de R$ 6.510.
Entre os requisitos para ser conselheira tutelar está a necessidade de ter “reconhecida idoneidade moral” e “comprovação de experiência na área da criança e do adolescente de no mínimo três anos”. Caso seja aprovada para o cargo, Ana Maria começaria a trabalhar, prestando apoio a menores de idade, já no ano que vem e seu mandato iria até 2027.
O Metrópoles entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para esclarecer qual é a situação da mulher no processo judicial referente ao crime de estelionato em Brumadinho. O órgão não retornou até a publicação desta matéria.
A reportagem também não encontrou o contato da defesa de Ana Maria. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
Candidatura e prisão
Candidata a deputada distrital nas eleições de 2014 pelo MDB, Ana Maria Vieira foi presa pela pela PCMG por se passar por vítima da tragédia de Brumadinho (MG). Com o golpe, ela conseguiu indenização de R$ 65 mil da mineradora Vale.
Identificada como “Ana Blue” nas redes sociais, ela alegou que tinha uma casa na região do Parque das Cachoeiras, uma das mais afetadas pelo rompimento da barragem.
De acordo com o inquérito policial, Ana Maria, natural de Anápolis (GO), convenceu alguns moradores de Brumadinho a participar do golpe. Eles mentiram ao afirmar que a ex-candidata tinha uma propriedade no bairro e que o sustento dela vinha da atividade agropecuária. Os comparsas vão responder por falsidade ideológica.
Ao Metrópoles, a Polícia Civil detalhou que a investigação teve início tão logo a brasiliense fez o cadastro para receber a indenização. Ficou comprovado que ela nunca residiu ou teve imóvel no município mineiro.
A prisão ocorreu em 18 de março de 2019. No dia seguinte, ela foi transferida para o Presídio Feminino José Abranches, que fica na cidade de Ribeirão das Neves (MG).
Ana Maria também foi denunciada em ao menos outras seis ocorrências policiais no Distrito Federal. Os registros foram feitos nos anos de 2005, 2008, 2010, 2013, 2016 e em 2019. São cinco acusações por estelionato e fraude à execução e uma por receptação de celular furtado.
Filho roubou deputado
O nome de Ana Maria voltou a ser ventilado no noticiário policial em 2022, quando o filho dela, Alisson Santiago de França, foi preso acusado de assaltar o deputado federal Israel Matos Batista (PSB-DF), conhecido como Professor Israel.
A coluna Na Mira, do Metrópoles, teve acesso à ficha do responsável por cometer o crime após realizar um fetiche do parlamentar. Entre as informações como profissão, altura e documentos pessoais, aparece a filiação de Alisson.
Ele e mais três comparsas são suspeitos de render e ameaçar o congressista com um facão. Na ocasião, o parlamentar entregou carteira, celular e as chaves do carro.
O suspeito confessou à polícia, à época, ter armado com seus comparsas uma arapuca para o parlamentar. Com a mesma frieza que admitiu o crime, também relatou o motivo de estar na companhia de Israel — até aquele momento, ele não sabia que se tratava de um político.
Em relato à polícia, o morador de rua descreveu, detalhadamente, as interações que tinha com o político. Ele contou ter aceitado R$ 50 de Israel para realizar um fetiche do deputado. Afirmou, também, ter comprado três pedras de crack na Rodoviária do Plano Piloto a pedido do parlamentar.
Policiais
Em dois anos, pobreza dá lugar a desenvolvimento social e 17,4 milhões de pessoas ascendem de classe
De acordo com estudo da FGV, renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. Foto: Estevam Costa/PR
Estudo da FGV registrou, em 2024, maior nível histórico de ascensão social para as classes A, B e C, registrando um crescimento de 78,18% desde 1976
Em apenas dois anos, 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes sociais A, B e C. Para dar dimensão do volume, a quantidade equivale à população inteira do Equador. O estudo foi realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 1976 a 2024.
Segundo a FGV, o ritmo da mudança entre 2022 e 2024 foi 74% mais acelerado que o observado entre 2003 e 2014, período marcado também pela alta ascensão social no país. Nos últimos dois anos, a parcela da população nas classes A, B e C cresceu 8,44 pontos percentuais, sendo 13 a 14 pontos percentuais representados por quem recebe o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
RENDA DO TRABALHO — O diretor da FGV Social e autor do estudo, Marcelo Neri, destacou que a renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. “O ganho de renda do trabalho foi o principal motor de ascensão social da chamada classe média. A regra de proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de carteiras de trabalho, que talvez seja o principal símbolo da nova classe média vinda da base da distribuição de renda”, afirmou.
FAIXAS DE RENDA — As classes A, B e C são categorias usadas em estudos socioeconômicos para organizar a população de acordo com a renda familiar. De forma geral, a classe C é associada à classe média, formada por famílias que conseguem atender às necessidades básicas e têm algum poder de consumo, enquanto as classes B e A reúnem faixas de renda mais altas, com maior renda e estabilidade financeira.
Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
PARTICIPAÇÃO – Em 2024, o Brasil registrou o maior nível histórico de participação da classe média e das classes de maior renda desde 1976. O registro de pessoas nas classes A, B e C juntas chegou a 78,18% acima da média anual. A classe C concentrou 60,97% da população, enquanto as classes A e B somaram 17,21%.
DO LADO DO POVO — O estudo também mostra que as classes D e E atingiram os menores níveis já observados: 15,05% e 6,77%, respectivamente. “Um governo do lado do povo, e não é um jogo de palavras, é mudança para melhor mesmo, para milhões de brasileiros e brasileiras”, reforçou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.
Para ele, os resultados mostram a força das políticas sociais, integradas com educação, saúde, e inclusão socioeconômica. “Os mais pobres vêm ganhando oportunidades com o crescimento econômico acima de 3% ao ano, possibilidades de emprego e pequenos e médios negócios, ampliando a renda, aumentando a capacidade de consumo, o que impulsiona o próprio crescimento contínuo da economia”, explicou. “Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”, completou o titular do MDS.
» Os dados estão disponíveis na página oficial da FGV.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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