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Michelle é aposta para sustentar bolsonarismo

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A estratégia consiste em explorar o bolsonarismo sem o próprio Bolsonaro e se aproximar do eleitorado feminino

Fora do Brasil desde 30 de dezembro e sem data para voltar, o ex-presidente Jair Bolsonaro se afastou do PL, que redirecionou as expectativas para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Entre aliados de Bolsonaro, é majoritária a avaliação de que ele corre sério risco de ficar inelegível até 2026, e Michelle se tornou a aposta mais nítida deste grupo político para capitalizar o recall eleitoral alcançado em 2022. Ela simboliza um protagonismo feminino, associado a um forte elo com o segmento evangélico, que pode ajudar a sustentar o bolsonarismo até a próxima disputa presidencial.

A estratégia consiste em explorar o bolsonarismo sem o próprio Bolsonaro e se aproximar do eleitorado feminino, principal foco de resistência ao ex-presidente. O desgaste do PL com Bolsonaro se acentuou com o persistente noticiário negativo em torno do ex-presidente. O caso das joias que entraram ilegalmente no Brasil, revelado pelo Estadão, é o mais recente. A leitura do PL é a de que Bolsonaro sofreu danos em sua imagem, mas Michelle pode ser blindada. A ex-primeira-dama, inclusive, vai tomar posse como presidente do PL Mulher no dia 21.

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Evangélicas

Segundo analistas, as mulheres têm potencial para assumir o espólio do bolsonarismo. “Se pudesse fazer uma aposta, apostaria na figura de uma mulher”, disse a coordenadora do Observatório da Extrema Direita, Isabela Kalil, em debate promovido pela Fundação FHC.

Na avaliação da antropóloga e professora do Departamento de Sociologia da UnB Jacqueline Teixeira, nomes como o de Michelle e o da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) atraem o eleitorado evangélico. “Damares é alguém que vem de uma posição institucional dentro do pentecostalismo”, observou.

Conselheiro do Instituto Ideia e pesquisador da George Washington University, Maurício Moura avaliou que a aderência de Michelle entre o eleitorado de Bolsonaro é muito mais assertiva. “O grau de aprovação e aceitação vai além das pessoas que votaram em Bolsonaro”, afirmou. Em pesquisa que vai contemplar seu próximo livro, Moura mostra que o bolsonarismo continua se fortalecendo mesmo com uma possível inelegibilidade do ex-presidente.

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“Michelle é a mais grata revelação do PL. Ela é mãe, esposa e representa a mulher no sentido mais completo da palavra”, disse ao Estadão o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

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Estadão Conteúdo

Fonte: Jornal de Brasilia

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Greve cancelada: acordo entre rodoviários e GDF suspende greve de ônibus no DF

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  • Amanda Karolyne

Foto: Agência Brasília

A paralisação dos rodoviários foi suspensa após uma reunião do Sindicato dos Rodoviários com a Secretaria de Mobilidade e concessionárias. A negociação que aconteceu no domingo à noite garantiu a aceitação integral da contraproposta feita pela categoria. Com o acerto, os rodoviários voltam ao trabalho e o transporte público opera normalmente nesta segunda-feira.

A governadora Celina Leão comentou neste domingo no final da noite o acordo; “o domingo termina com uma excelente notícia para todos: as empresas de ônibus e o sindicato dos rodoviários chegaram a um acordo e, consequentemente, não haverá greve amanhã. Com a intermediação da Secretaria de Transporte e Mobilidade e da Procuradoria Geral do DF, e a atuação do TRT-DF, as partes chegaram a um acordo e a greve cancelada.”

A categoria conquistou as demandas pelas quais lutava, como o reajuste salarial de 8%, superando os 6% anteriormente oferecidos pelas empresas. O acordo assegurou ainda aumentos de 10% no valor do ticket e na cesta básica dos trabalhadores do sistema. O benefício do plano de saúde também foi reajustado na negociação final. A decisão revoga a paralisação geral que começaria à 0h e exigiria frota mínima sob pena de multa do TRT-DF.

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Anteriormente, a categoria iria seguir com a greve por rejeitar a proposta inicial das empresas, que oferecia apenas 6% de reajuste salarial. Diante do impasse e da promessa de greve, o Governo do Distrito Federal (GDF) acionou a Justiça do Trabalho alegando impactos no transporte público e no pleito eleitoral. Em resposta, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-DF) chegou a determinar a manutenção de 80% da frota nos horários de pico, sob pena de multa diária de até R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento, medida que perde o efeito com a consolidação do acordo.

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