Saúde
Momentos de promoção do bem-estar e relaxamento são realizados com colaboradores do Hospital Regional de Santa Maria
Ações ocorreram em prol da saúde mental e do setembro amarelo na UCIN e UTIN
Jurana Lopes
A fim de promover saúde mental e um momento de valorização da vida, as chefias da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN) e da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), promoveram, nesta sexta-feira (20), ações de relaxamento para suas equipes.
Os profissionais que trabalham na UCIN puderam desfrutar de um pequeno spa, com direito à escalda pés, massagem nas costas e mãos, aromaterapia e por fim, massagem nos pés.
Segundo a chefe de Serviço de Enfermagem da UCIN, Rosane Medeiros, o intuito da ação é acolher a equipe, proporcionar um momento especial de tranquilidade e relaxamento para todos se sentirem valorizados e importantes. “Eu faço questão de estar presente nesse momento, dando apoio, participando, e valorizando a cada um. Eles estão aqui sempre para os outros e eu estou aqui para eles também”.
Ela destaca que é um momento mesmo de relaxamento, de se concentrar, principalmente, para se desligar das coisas negativas e ter um momento de concentração. “É a hora delas mesmas verem o quanto são especiais, porque é preciso estar bem para dar o seu melhor para o outro. Então, esse é o intuito”, afirma Rosane. A ideia do spa partiu também da assistente administrativa da UTIN, Yasmin Sousa, que é estudante de Psicologia. Como a rotina de trabalho no local costuma ser estressante, o momento de relaxamento seria bem propício para promover a importância do autocuidado e amor-próprio.
A técnica de enfermagem Ivone Cabral achou o momento maravilhoso. “Estava precisando disso, até a dor no meu pescoço passou. É muito importante essa ação e nos sentimos importantes em receber este cuidado”, avalia. Thaís Costa é enfermeira e gostou muito do momento. “Foi maravilhoso, eu estava precisando, pois o último plantão foi super tenso. Hoje, graças a essas massagens, consegui relaxar e recarregar as energias”, relata. Quem também adorou o cuidado foi a técnica de enfermagem Luciene Alves. “É muito importante para relaxar e faz a gente se sentir útil e cuidado pela equipe, isso motiva e anima o colaborador”.
UTIN tem momento de beleza
As colaboradoras que trabalham na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) tiveram um momento de beleza e bem-estar promovidos pela chefia do setor. Além de consultoria de maquiagem e make realizadas pelas consultoras da Mary Kay, elas puderam fazer também auriculoterapia, técnica terapêutica que consiste em aplicar pressão em pontos específicos da orelha para tratar problemas de saúde, mentais ou emocionais.
“Que experiência boa, ainda mais hoje que está um dia calor, um clima meio caótico no trabalho, aí ficar aqui escutando só o barulho do vento e das plantas mexendo, fazendo a auriculoterapia, foi muito gostoso. É um descanso em meio ao trabalho. É importante, a gente se sente valorizada, de uma certa forma, e traz esse momento de relaxamento”, avalia a fonoaudióloga Evellyn Valoci.
A técnica de enfermagem Carla Silva chegou disposta a fazer somente a auriculoterapia, mas depois das colegas de trabalho insistirem, se rendeu aos encantos da maquiagem e fez uma produção. “É um momento ímpar, que faz a gente se sentir melhor, faz a gente se sentir mais valorizada, melhora a nossa autoestima, proporciona bem-estar para nós aqui dentro do ambiente de trabalho. Isso faz a gente lembrar todos os momentos que a gente precisa se cuidar, de que a gente precisa se valorizar a cada momento”, afirma.
Mirella Braga, chefe substituta de Serviço da UTIN, destacou que o setembro amarelo é o mês da prevenção ao suicídio, então, o setor optou fazer essa ação. “Achamos interessante fazer esse momento de relaxamento e deixar frases de incentivo para os colaboradores a fim de demonstrar para eles que a saúde mental deles importa e que eles precisam estar bem para realizar uma assistência de qualidade aos nossos pequenos pacientes”.

Fotos: Divulgação/IgesDF
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Saúde
Centro de Trauma do Hospital de Base passa por atualização e eleva padrão de cuidado em 2025
Enfermagem implementou melhorias para garantir mais segurança, eficiência e qualidade no atendimento
Por Giovanna Inoue
Em 2025, a rotina intensa do Centro de Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) ganhou novos fluxos, mais organização e ferramentas que facilitaram o trabalho das equipes, tornando o atendimento ao paciente ainda mais seguro. As mudanças partiram da iniciativa da Gerência de Enfermagem do hospital, que revisou protocolos, padronizou processos críticos e ouviu os profissionais que atuam diariamente no atendimento ao trauma.
A transformação começou de forma simples, a partir da identificação do que poderia melhorar. A equipe mapeou riscos, dialogou com diferentes setores, revisou práticas antigas e, aos poucos, redesenhou a rotina do serviço.
Entre as novidades implementadas, uma delas teve impacto imediato no dia a dia das equipes. Os quadros do time de resposta rápida, onde ficam os nomes dos responsáveis pelo plantão e suas funções, foram atualizados. Antes, as informações se perdiam na dinâmica da emergência. Agora, com cores diferentes, disposição organizada e visual claro, o setor passou a funcionar como uma engrenagem precisa.

O enfermeiro Rennyffer Lopes descreve a mudança como um respiro dentro do ritmo acelerado do trauma. “Cada um precisa saber exatamente onde ficar. No trauma, tudo acontece ao mesmo tempo. É quase como uma equipe de Fórmula 1. Cada segundo importa e cada pessoa tem um papel específico. Com o novo quadro, a sincronia melhorou muito”, explica.
Ele resume a diferença de forma direta. “Organização salva tempo e, no trauma, tempo salva vidas. Quando o paciente chega e a adrenalina dispara, se alguém não sabe seu lugar, atrapalha. Agora isso não acontece mais, porque tudo já está pré-definido”, acrescenta.
A assessora técnica da Gerência de Enfermagem, Gabriela Rodrigues, percebeu uma mudança que vai além da organização física. “Hoje todo mundo faz questão de manter o quadro atualizado. Virou parte da cultura da equipe”, destaca.
O quadro foi viabilizado por meio de doações da Rede Feminina de Combate ao Câncer, da própria equipe do trauma e da Gerência Geral de Assistência da unidade.
Protocolos que fazem diferença no momento crítico
Outra mudança importante atingiu o coração dos atendimentos de emergência, o carro de parada — recurso estratégico que possibilita acesso rápido a insumos necessários — do centro de trauma. Ele passou a contar com organizadores internos e placas de identificação, que facilitam a visualização e a reposição de cada medicamento. O recurso já era utilizado em outras unidades do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), mas ainda não no Centro de Trauma.
Com o ajuste, o carro de parada passou a ser denominado Carro de Acesso Imediato (CAI), com insumos definidos especificamente para o atendimento ao trauma. As placas organizadoras foram doadas pela Associação de Amigos do Hospital de Base.
Para o técnico de enfermagem Ricardo Carvalho, a diferença é clara. “Antes, as medicações ficavam um pouco misturadas. Agora, cada uma tem seu espaço. Até quem acabou de chegar consegue encontrar tudo rapidamente”, relata.
As placas também solucionaram um problema recorrente, o excesso de itens. “Com o organizador, padronizamos o estoque. Não tem como colocar nem menos nem mais do que o necessário”, explica Gabriela.
Um centro mais transparente para quem trabalha e para quem é atendido
A rotina do setor também ganhou mais visibilidade com a instalação de um novo painel de gestão pela Gerência de Enfermagem (GEREF). Onde antes havia apenas uma parede vazia, hoje existe um espaço de informação, alinhamento e educação permanente, com dados atualizados de atendimento, treinamentos, inovações da área médica e matérias institucionais.
O enfermeiro Carlos Eduardo Martins de Oliveira destaca o impacto imediato da iniciativa. “Melhorou muito a comunicação. Agora tudo está à vista, como dados, avisos, recados e estudos científicos. Ficou mais fácil alinhar o trabalho entre médicos e enfermagem”, comenta.
O painel foi doado pela enfermeira rotineira do trauma, Karina Simplício.
Escutar o paciente também faz parte do cuidado
O ano de 2025 marcou o início da aplicação da pesquisa NPS (Net Promoter Score) no Centro de Trauma. A ferramenta mede o grau de satisfação e a probabilidade de recomendação do serviço pelos pacientes, sendo aplicada no momento da alta.
A avaliação considera aspectos como tempo de espera, atendimento médico e de enfermagem, alimentação, limpeza e demais etapas do percurso do paciente.
“Queríamos entender como o paciente saía daqui, se estava satisfeito, se recomendaria o serviço e onde ainda poderíamos melhorar”, explica Paulo Henrique Marcineiro, assistente executivo da GEREF.
Os resultados apareceram rapidamente. No primeiro mês de aplicação da pesquisa, em agosto, o Centro de Trauma alcançou a Zona de Excelência, classificação mais alta do NPS, refletindo o impacto das melhorias implementadas.
Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, as mudanças no Centro de Trauma evidenciam o compromisso do Instituto com a modernização dos processos e a segurança do paciente. “Cada avanço implantado aqui é um investimento direto na vida das pessoas e nas condições de trabalho das equipes. O trauma é uma das portas mais sensíveis da nossa rede, e esses resultados mostram que estamos no caminho certo”, finaliza.
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