Saúde
Tratamentos avançados sinalizam perspectivas positivas no combate à doença
Foto: Reprodução
Consumo de industrializados, bebidas alcoólicas, obesidade, tabagismo e não praticar exercícios físicos são fatores de risco para o câncer
Consumo excessivo de industrializados, bebidas alcoólicas, obesidade, tabagismo e não praticar exercícios físicos são fatores de risco para o desenvolvimento de câncer. Como forma de conscientização sobre a importância dos cuidados com a saúde, o dia 8 de abril, Dia Mundial de Combate ao Câncer, traz um olhar cuidadoso para o tema.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados 704 mil novos diagnósticos de cânceres a cada ano do triênio de 2023 a 2025 – uma soma que resultará em mais de 2 milhões de novos casos da doença ao longo desses 36 meses. Só no Distrito Federal, o INCA prevê mais de 7.300 mil novos casos da doença em 2023. O mais recente estudo do INCA levou em conta mais de 21 tipos de cânceres, considerando, pela primeira vez, também os tumores de pâncreas e fígado.
Entre os mais comuns no Brasil, o câncer de pele do tipo não melanoma fica na liderança. No topo do ranking de incidência país aparecem ainda os tumores de mama, próstata, pulmão e intestino, estes dois últimos com fatores de risco altamente evitáveis, ligados a hábitos de vida pouco saudáveis.
Apesar do cenário exigir atenção da população e dos órgãos de saúde, é preciso reforçar que o acompanhamento médico periódico e realização de exames de rotina para detecção precoce do câncer, aliados às novas frentes avançadas de tratamento da doença, são a chave para que os índices de incidência não levem também ao aumento das taxas de letalidade.
Avanços no tratamento
De acordo com o oncologista e diretor médico da Oncoclínicas Brasília, João Nunes, o tratamento de diferentes tipos de tumores com a chegada de drogas inovadoras e condutas direcionadas para as especificidades de cada caso, não só têm mostrado melhora nas chances de sobrevivência, mas também impactado de forma positiva os pacientes em todas as etapas da jornada de cuidado. “A ciência tem evoluído a passos largos, sinalizando um presente e futuro com boas perspectivas. Uma dessas novidades é a concretização de um antigo sonho científico: recrutar o nosso sistema imunológico para ajudar no combate a vários tipos de tumores. Com o uso de medicações que tornam o tumor visível ao sistema imunológico – através da imunoterapia – têm sido cada vez mais comum respostas excepcionais no tratamento de tumores que num passado muito recente traziam um desafio enorme ao paciente e equipe médica, pelas poucas perspectivas de tratamento”, afirma.
Ainda de acordo com o oncologista, os anticorpos monoclonais, já consolidados por anos de uso na onco-hematologia, ganha agora um segundo momento de desenvolvimento. “Com o advento das drogas tóxicas ao tumor combinadas aos anticorpos, que reconhecem a célula tumoral, ligam-se a receptores de membrana da célula tumoral, são internalizados pela célula tumoral e liberam a droga fatal para o tumor dentro da célula tumoral. Já em utilização em alguns tipos de câncer de mama, essa estratégia começa a ser estudada em outros cenários tumorais” ressalta.
Outro avanço no tratamento oncológico é sobre a terapia com células CAR-T, que consiste em um medicamento preparado com as células de defesa (linfócitos T) extraídas do paciente e modificadas em laboratório para que, ao serem devolvidas para o paciente, possam combater o câncer. Utilizado em alguns tumores hematológicos, o ataque é contínuo e específico e, na maioria das vezes, basta uma única dose para o controle e cura da doença.
Outro grande avanço que se enxerga num horizonte próximo é a associação de moléculas ativas a traçadores radiológicos, utilizados em medicina nuclear, com o uso de várias substâncias que serão utilizadas tanto para a detecção e classificação mais precisa de tumores, como o uso mais efetivo da medicina nuclear para o tratamento de vários tumores, que estão em desenvolvimento mundo afora.
Análise genômica é palavra de ordem
O avanço dos estudos envolvendo o genoma humano, código genético presente nas células e de forma única em cada indivíduo, fez com que nos últimos anos a análise dos genes se tornasse parte indispensável das áreas da medicina. Dentro delas, a oncologia vem se beneficiando tanto na precisão diagnóstica, quanto na eficácia do tratamento – ambas proporcionadas por essas avaliações.
O diretor médico da Oncoclínicas Brasília explica que a busca do tratamento personalizado, com medicamentos escolhidos de forma muito singular para cada tipo de tumor, passa pela análise, muitas vezes, do perfil molecular do tumor. “O mergulho profundo dentro do arranjo gênico dos tumores, através do sequenciamento do DNA e de outras moléculas presentes nos tumores, têm permitido escolhas de medicamentos mais eficientes e menos tóxicos, permitindo uma individualização muita robusta de cada tratamento, minimizando custos e melhorando performance através da denominada oncologia de precisão. Com alta sensibilidade, esses exames podem ser utilizados em tumores de mama, endométrio, próstata, rim, tumores do sistema gastro-intestinal entre outros”, ressalta João Nunes.
O oncologista destaca ainda que outra fronteira em foco, com alta probabilidade de sucesso, éa patologia digital, por unir inteligência artificial, big data e conhecimento médico altamente especializado para gerar análises ainda mais precisas para um diagnóstico assertivo. “A transformação digital e implementação de ferramentas de inteligência computacional vêm se mostrando altamente efetivas na redução do tempo de detecção de casos e indicação de melhores linhas de cuidado a serem adotadas para cada paciente”, finaliza o médico da Oncoclínicas Brasília.
Saúde
GSH Banco de Sangue de Brasília faz apelo urgente a doadores dos tipos O+ e O-
O GSH Banco de Sangue de Brasília emite um alerta urgente: os estoques de sangue dos tipos O positivo e O negativo atingiram um nível criticamente baixo e pede o apoio imediato da população para reverter essa situação.
“Estamos em um momento delicado. Após feriados prolongados, é comum observarmos uma queda significativa nas doações, enquanto a demanda hospitalar permanece alta. Precisamos da solidariedade dos doadores, especialmente daqueles com sangue O+ e O-”, destaca Marcela Zilves Colonese, gerente de captação regional do GSH Banco de Sangue.
Por que esses tipos sanguíneos são essenciais?
O sangue O negativo é considerado o “doador universal”, pois pode ser transfundido em pacientes de qualquer tipo sanguíneo em situações de risco, quando não há tempo para testes de compatibilidade. Ele é indispensável em casos de acidentes graves, cirurgias de urgência, complicações obstétricas e no tratamento de doenças crônicas, como o câncer.
Além disso, o Ministério da Saúde recomenda seu uso prioritário em recém-nascidos com até quatro meses de idade, tornando sua disponibilidade ainda mais fundamental.
Já o tipo O positivo é importante por ser o mais comum na população e atender a muitos pacientes. Ele pode ser transfundido com segurança em pessoas com fator Rh positivo, a maioria dos brasileiros, e é amplamente utilizado em atendimentos de urgência, cirurgias de grande porte e tratamentos contínuos, como os de pacientes oncológicos e pessoas com doenças hematológicas. Por essa alta demanda, seus estoques têm grande rotatividade e precisam de reposição constante.
Todos os tipos sanguíneos são bem-vindos
Embora o apelo seja direcionado principalmente aos doadores dos tipos O negativo e O positivo, todos os tipos sanguíneos são bem-vindos. A redução nas doações, especialmente no período pós-feriado, pode impactar diretamente o atendimento a centenas de pacientes que dependem diariamente das transfusões. O GSH Banco de Sangue reforça que doar sangue é um gesto simples, rápido e seguro, e que cada doação pode salvar até quatro vidas.
Para doar, basta comparecer à unidade, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 12h30, no SGAS 915 – Asa Sul – 2º subsolo do Centro Clínico Advance I (próximo ao DF Star). O local oferece estacionamento gratuito no Multipark DF Star.
Confira a lista completa dos pré-requisitos para doação de sangue:
• Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH etc.) em bom estado de conservação;
• Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal no momento da doação);
• Não é permitido realizar doação acompanhado de menores de 12 anos (exceto se o menor estiver acompanhado de dois adultos, sendo necessário o revezamento dos mesmos enquanto acontece a doação);
• Estar em boas condições de saúde, se sentindo bem, sem qualquer sintoma;
• Pesar a partir de 50 kg e ter dormido ao menos 6h na última noite;
• Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
• Não é necessário estar em jejum, evitar alimentos gordurosos;
• Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e boca (12 meses após a retirada);
• Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina;
• Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
• Não ter tido Doença de Chagas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
• Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 7 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;
• Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.
Serviço:
GSH Banco de Sangue de Brasília
Endereço: SGAS 915 – Asa Sul – 2º subsolo do Centro Clínico Advance I (próximo ao DF Star)
Telefones: (61) 3011-7531 e (61) 9632 3648
Atendimento: de segunda a sábado, das 7h às 12h30
Estacionamento gratuito para doadores no Multipark DFStar.
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