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Gestão de pessoas: o segredo para o engajamento da equipe

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Ao longo dos 16 anos em que trabalhei no meio corporativo, sendo a maior parte deles envolvida na gestão de pessoas e processos, muitas habilidades precisaram ser desenvolvidas através de conhecimento teórico mas, acima de tudo, na tentativa e erro, na observação dos cenários que se colocavam diante de mim e dos resultados que produziam.

A maioria dos profissionais que assumem a liderança de uma equipe costumam ser referência quando falamos em assuntos técnicos, conseguem dar suporte aos demais colegas e por isso acabam assumindo esse lugar, mas muitas vezes não têm habilidades desenvolvidas na gestão de pessoas. Não desenvolveram conhecimento maior sobre perfis comportamentais, inteligência emocional, motivação e engajamento de equipes.

Já estive em uma empresa onde precisei buscar formas de engajamento para profissionais que estavam cientes de que não teriam espaço para promoção ou aumento salarial… Esse foi um grande desafio, só superado com muita inteligência emocional, criatividade e conhecimento profundo do ser humano, principalmente das pessoas que estavam diretamente trabalhando comigo.

Comecei a agir como uma líder coach e somente assim tive resultados positivos, sem poder de barganha financeiro ou de ascensão de cargo.

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Fato é que as empresas precisam olhar para a importância de manterem equipes engajadas. Veja abaixo a pesquisa publicada pelo instituto Gallup:

  • 52% dos funcionários estão apenas cumprindo horas e batendo cartão;
  • 19% dos funcionários estão ativamente desengajados e contaminando os outros com seu descontentamento;
  • 29% dos profissionais estão engajados e mantendo-se produtivos e leais a empresa.
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Ou seja: podemos assumir que as empresas trabalham com 29% de mão de obra que realmente faz a diferença! Isso é muito pouco.

O engajamento refere-se ao grau de envolvimento e comprometimento dos membros em relação ao trabalho e aos objetivos da equipe. Quando os membros estão engajados, tornam-se comprometidos para contribuir para o sucesso da equipe e da empresa, com uma atitude positiva em relação ao trabalho e aos colegas.

O engajamento de equipes pode ser influenciado por uma variedade de fatores, incluindo a cultura organizacional, o ambiente de trabalho, a comunicação e a liderança efetiva. É importante que as instituições promovam este engajamento, pois isso pode levar a um aumento significativo da produtividade, da qualidade do trabalho e da satisfação dos funcionários.

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Fundamental para o sucesso de uma empresa, o engajamento de equipes pode afetar positivamente diversos aspectos da operação e do desempenho da organização. Alguns exemplos destes resultados:

Melhora da produtividade: equipes engajadas tendem a ser mais produtivas, pois os funcionários estão mais motivados e comprometidos com o trabalho e com os objetivos da empresa.

Redução da rotatividade: um ambiente de trabalho positivo e com equipes engajadas tende a ter menos turnover, pois os funcionários se sentem mais satisfeitos com a empresa.

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Aumento da satisfação dos clientes: equipes engajadas tendem a prestar um atendimento mais eficiente e de qualidade, o que pode levar a um aumento da satisfação dos clientes.

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Maior inovação: equipes engajadas tendem a ser mais criativas e proativas, o que pode contribuir para uma maior inovação e desenvolvimento de novos produtos e soluções.

Para aumentar o engajamento das equipes, é importante que a empresa ofereça treinamento e desenvolvimento profissional, crie um ambiente de trabalho positivo e inclusivo, estabeleça metas desafiadoras, promovendo a comunicação assertiva e a motivação dos colaboradores. Para isso, é preciso entender de forma clara o que motiva de fato as pessoas, é preciso investir tempo na gestão de pessoas.

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Não há como engajar uma equipe sem fazer com que ela se sinta importante, minimamente ouvida nas tomadas de decisão, e não apenas vista como simples executora de comandos dados, sem considerar toda sua experiência e conhecimento técnico.

Muitas empresas têm buscado ajuda de profissionais especializados em mentoria de carreira, para implementar esse programa de engajamento que traz resultados incríveis.

Cada vez mais se percebe que as inovações tecnológicas podem ser nosso presente e futuro, mas ainda precisamos de pessoas para apertar os botões!

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* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do IstoÉ.

Fonte: IstoÉ

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FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame

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Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora  de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).

Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.

É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.

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A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.

Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.

Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.

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Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.

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Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.

O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.

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Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.

Agora, os custos serão repartidos entre todos.

Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.

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Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.

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A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.

Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.

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O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.

Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.

Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.

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Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister. 

Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029

Fotos – Divulgação

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