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Epreendedorismo

Plataforma criada pelo Favela Sounds amplia a presença de profissionais criativos periféricos no mercado de trabalho

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Foto: Divulgação

Mapa da Criatividade Periférica do Brasil tem cadastramento de perfis criativos de favela espontâneo, gratuito e aberto permanentemente

O mercado criativo brasileiro ganhou uma nova ferramenta que promete aumentar a presença de profissionais periféricos em agências, empresas e eventos. Desde a última segunda, dia 8 de maio, moradores de favelas de todo o país, atuantes em setores criativos – tais como audiovisual, música, jogos, tecnologia, publicidade, cultura popular, criação de conteúdos digitais, dança, design, literatura, poesia, dentre outros – podem cadastrar seus perfis gratuitamente no Mapa da Criatividade Periférica do Brasil, um banco de profissionais criativos que só aceita perfis de pessoas e iniciativas originárias de periferias brasileiras.

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Para ser incluído no banco de profissionais, basta que o criativo periférico responda questionário simples com dados de interesse a potenciais contratantes. Na outra ponta, os usuários interessados em ampliar a diversidade de suas equipes, colaboradores ou fornecedores podem fazer um cadastro simples de acesso para usufruir do serviço de forma gratuita. Em breve, serão oferecidos serviços personalizados para quem deseja contratar serviços/produtos encontrados no Mapa.

Desdobramento do festival brasiliense Favela Sounds, negócio de impacto social que completa sete anos em 2023, a iniciativa quer apoiar mercados e governos nos desafios que terão para conter as crises de emprego futuras. Para além do problema factual, dos 8,6% de desempregados no país, há uma crise em curso que pode ser atribuída à falta de planejamento para as questões do emprego frente às Indústrias 4.0.

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Enquanto a classe média brasileira teme que as tecnologias substituam de vez com o trabalho humano, assustando-se com ferramentas como o Chat GPT, as comunidades periféricas vivem a precarização do trabalho há muitas décadas. “Acreditamos que os setores criativos possam cooperar nas soluções para estas crises de emprego, já que nossos setores demandam trabalhadores em escala, onde a ação e inteligência humana são imprescindíveis para o pleno desenvolvimento”, avalia Guilherme Tavares, um dos idealizadores do Mapa e do Favela Sounds.

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“Quando falamos de talentos periféricos, falamos necessariamente de inovação. A escassez de recursos faz com que as periferias desenvolvam tecnologias únicas e ofereçam serviços diferenciados. Esses talentos precisam ser vistos e reconhecidos”, pontua Amanda Bittar, também idealizadora do Mapa e do festival. Mirando nos setores de RH, investidores-anjo, agências de publicidade, diretores criativos, desenvolvedores de projetos e outros interessados nestes profissionais, o Mapa da Criatividade Periférica do Brasil comprova que as favelas brasileiras são norteadoras de tendências no país e maior fonte de transformação da cultura nacional.

Outro ponto de grande relevância é a diversidade que o Mapa apresenta. Quando falamos nas periferias brasileiras, falamos necessariamente de uma população preta e diversa em identidade de gênero, orientação sexual, classe, renda, entre outros aspectos. Em um momento em que as empresas buscam pluralizar suas equipes e alcançar metas dentro das pautas ESG, a ferramenta se torna estratégica, permitindo que as corporações ampliem sua busca por profissionais e talentos.

Em relação à usabilidade, o mapa estimula uma navegação simples. Ao clicar em um determinado estado, uma lista de perfis daquele território se apresenta e o usuário pode personalizar sua busca segmentando por setor criativo, cor/raça, identidade de gênero, orientação sexual, assim como encontrar perfis de pessoas com deficiência. “Há uma outra camada de dados coletados que em breve resultará em pesquisa inédita sobre os setores criativos das periferias brasileiras: dados que refletem a renda, a questão do trabalho formal, o acesso a recursos públicos e privados para financiamento destas atividades, entre outras informações fundamentais para a criação de políticas culturais mais inclusivas”, avalia Dennis Novaes, também idealizador do Favela Sounds, coordenador das ações ligadas ao Mapa da Criatividade e pesquisador do Museu Nacional da UFRJ.

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Para além das utilidades ligadas ao emprego e à renda, o mapa também promete ser uma ferramenta de facilitação de acesso aos admiradores da criatividade periférica, pois os perfis trazem vídeos, clipes, imagens e outros apoios audiovisuais para dimensionar os trabalhos expostos. A plataforma conta com assistente de leitura para apoio a pessoas com deficiência e futuramente terá versão em língua inglesa.

A iniciativa foi levantada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e da Lei de Incentivo à Cultura do Distrito Federal, com patrocínio da Oi, copatrocínio da Budweiser e apoio do Oi Futuro e LabSônica. O Mapa da Criatividade Periférica do Brasil está aberto a diálogos com investidores e empresas alinhadas às práticas ESG de mercado que desejem apoiar a continuidade do projeto.

Fonte: Jornal de Brasilia

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Epreendedorismo

Mulheres impulsionam franquias e venda direta na maior rede de chocolates do mundo

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No Brasil, o empreendedorismo feminino é, além de uma escolha de carreira, um motor de transformação social e econômica. Segundo dados do Sebrae e do IBGE, cerca de 49% das mulheres empreendedoras no país são chefes de domicílio, assumindo a responsabilidade principal pelo sustento de seus lares. Esse movimento é percebido, principalmente na venda direta, um setor onde 60% dos profissionais são mulheres, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD). Na Cacau Show, essas estatísticas ganham rosto e voz com trajetórias que conectam a revenda porta a porta ao comando de grandes operações franqueadas.
Um grande exemplo dessa evolução é a empresária Juliana Cortezia, hoje à frente de quatro operações no Mato Grosso. Sua história com a marca começou há 14 anos, em uma pequena loja no modelo “marfim” (padrão visual clássico da rede na época) em Lucas do Rio Verde e acompanhou toda a modernização da marca até chegar ao conceito imersivo da Super Store.
Aos 20 anos, recém-formada em Gastronomia, ela contou com o apoio da mãe como sócia para abrir a franquia. Longe de se acomodar, Juliana buscou na educação a base para sua liderança: graduou-se também em Direito para se especializar na gestão do negócio. O que começou com apenas ela e mais uma funcionária, transformou-se em uma estrutura que hoje emprega 19 colaboradores.
Atualmente, ela administra duas lojas em Sorriso e duas em Lucas do Rio Verde, incluindo uma Super Store (formato de grande porte, com cafeteria e gelateria). Juliana também foi pioneira: muito antes de a Cacau Show formalizar o canal de venda direta, ela já vislumbrava o potencial da revenda, oferecendo descontos para parceiros que levavam os produtos para cidades do interior onde a marca ainda não chegava.
A visão estratégica de Juliana se reflete em todo o ecossistema da marca, especialmente nos 240 mil revendedores que atuam em todo o país. Em Prado Ferreira (PR), Deisiane Couto de Souza provou que o tamanho da cidade não limita o sucesso, alcançando o topo do ranking nacional de vendas. Já em Belém do São Francisco (PE), a professora Cheila Lúcia Alves Gomes encontrou na revenda um caminho de superação após enfrentar problemas de saúde, conquistando independência financeira e autonomia.
A força feminina na Cacau Show se manifesta em todas as escalas, seja no lucro que financia um projeto social de música, como faz a revendedora Joyce Gabrielly em Minas Gerais, ou na conclusão de uma segunda graduação, como no caso de Bianca dos Santos, no Paraná.
Para a marca, onde mais de 90% das 4.700 lojas são franquias, o sucesso de mulheres como Juliana e de milhares de revendedoras reflete o compromisso de oferecer oportunidades que potencializam a liderança e o impacto social em cada região do Brasil.

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