Politica
Desfile Beleza Negra celebra a diversidade racial da moda no pátio da CLDF
Crédito: Minervino Junior/CB. Desfile Beleza Negra na Camara Legislativa do DF. – (crédito: Minervino Junior/CB)
“A beleza existe em todos os sentidos e todas as cores, todos os tamanhos”, Deputada Doutora Jane
O 18º Desfile de Beleza Negra (DBN) ocorreu nesta sexta-feira (24/11), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Para a organizadora Dai Schmidt, é necessário conscientizar a sociedade sobre a igualdade racial e levar aos espaços públicos a temática

O 18º Desfile de Beleza Negra (DBN) ocorreu nesta sexta-feira (24/11), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O desfile é um dos mais aguardados no calendário cultural de Brasília e celebra o Mês da Consciência Negra. O evento traz uma mensagem sobre o combate ao racismo e quebra de padrões de beleza por meio da moda.
A idealizadora do evento Dai Schmidt acredita que é necessário conscientizar a sociedade sobre a igualdade racial e levar aos espaços públicos a temática. A produção dos figurinos da noite foi no estilo África, Senegal e cores brasileiras por Gi Rodrigues Store e vestiu 30 modelos. Dai estima que cerca de 200 pessoas prestigiaram o desfile de moda.

Para a idealizadora, o evento de moda trabalha a autoestima da população preta. E passa a mensagem de que pessoas pretas estão lutando para serem inseridas dentro do mercado de trabalho da moda. ”É muito árduo lutar pela causa porque a gente tem que bater muito de frente para que as coisas aconteçam e quando se trata da população preta a gente tem que realmente vestir a camisa e se não consegue fazer acontecer”, disse a produtora de moda.
O sócio-diretor do projeto Jorge Guerreiro ressalta a discussão estética por trás do evento. “Por ser um desfile de moda eu acho que ele renova todo um olhar sobre os conceitos de beleza no nosso mundo, e eu acho que é sempre muito esse discursos está em alta, esse evento diz muita coisa”, conta.
A madrinha do projeto, deputada distrital Doutora Jane, acredita que fazer o desfile em um espaço como a Câmara Legislativa é essencial. É aqui que se repercute todos os temas e pautas e que esse desfile de moda possa também gerar discussões.” disse a distrital. Para ela é preciso desconstruir o que o padrão de beleza tira aquela história de beleza que a beleza preta é exótica. “A beleza existe em todos os sentidos e todas as cores, todos os tamanhos”, defende Jane.
Politica
Mulheres lideram consumo de livros no Brasil e redefinem o mercado editorial
Com 62% das compras realizadas por mulheres em 2025, leitoras influenciam tiragens, temas e ampliam espaço de autoras nas prateleiras
As mulheres não apenas leem mais no Brasil, elas sustentam o mercado editorial. Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024, do Instituto Pró-Livro, mostram que 49% das mulheres se declaram leitoras, contra 44% dos homens. Já o levantamento Panorama do Consumo de Livros 2025, da Nielsen BookData, aponta que, no último ano, 62% das pessoas que compraram livros no país foram mulheres.
O impacto vai além das livrarias, e são elas que, majoritariamente, incentivam o hábito de leitura dentro de casa, indicam títulos em clubes e nas redes sociais e impulsionam tendências que rapidamente chegam às listas de mais vendidos.
O reflexo aparece nas prateleiras, editoras têm ampliado a publicação de autoras, investido em gêneros com forte apelo feminino, como romantasia e ficção contemporânea, e aberto espaço para temas que antes circulavam à margem, como menopausa, maternidade real, carreira, saúde mental e autonomia financeira.
“O protagonismo feminino no consumo de livros do Brasil revela muito mais do que uma tendência de mercado, aponta para uma mudança estrutural no cenário editorial”, afirma a escritora e produtora cultural brasiliense Lella Malta.
Segundo ela, o movimento vai muito além da compra de um livro. “Mais do que consumidoras, somos criadoras de conteúdo, mediadoras e articuladoras culturais. Buscamos narrativas plurais, representatividade, aprofundamento emocional e diversidade de vozes. Isso impulsiona o surgimento de novos selos, clubes de leitura, eventos literários e projetos independentes liderados por mulheres”.
Para além da leitura, cresce também a busca por profissionalização da escrita e dos serviços editoriais. Lella coordena dois projetos voltados à inserção feminina no setor. O Escreva, Garota! funciona como comunidade de formação para mulheres que desejam escrever e publicar. Já o Elas Publicam é um encontro voltado a profissionais que atuam em diferentes etapas da produção editorial, de revisoras a editoras, de ilustradoras e agentes literárias.
“Já comandamos o consumo, agora precisamos ocupar de vez as prateleiras das livrarias e os espaços de decisão na cadeia produtiva do livro”, diz.
Com mulheres influenciando o que se lê, o que se publica e o que se vende, o mercado editorial brasileiro passa por uma mudança silenciosa e estrutural. Quem compra define prioridades. Hoje, são elas que estão no centro dessa transformação.
Elas indicam
Onde ler mais mulheres:
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Amora Livros – Clube de assinatura de livros escritos por mulheres (Instagram: @amoralivros_brasil)
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Leia Mulheres – Clube de leitura (Instagram: @_leiamulheres)
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Leituras Decoloniais – Clube de leitura como prática decolonial (Instagram: @leiturasdecoloniais)
Onde se profissionalizar, fazer networking e obter apoio para iniciar uma carreira literária:
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Escreva, Garota! – Grupo de apoio, engajamento e capacitação continuada para mulheres que escrevem (Instagram: @escrevagarota )
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Elas Publicam – Encontro de mulheres do mercado editorial e canal de notícias do mercado do livro brasileiro (Instagram: @elaspublicam )
Analu Leite (BA), autora de Verdades de Papel (Editora Urutau) indica a obra Solitária, de Eliana Alvez Cruz (Companhia das Letras).
Adriana Moro (PR), autora de Não me chame de mãe (Editora Urutau) indica a obra Boca do Mundo, de Dia Bárbara Nobre (Companhia das Letras).
Caroline Ferreira (SP), autora de Chuva: poemas imprevistos e precipitados (Editora Viseu) indica a obra O Abate, de Vanessa Strelow (Oito e Meio).

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PREZZ COMUNICAÇÃO 61 98251-9821 61 99514-5393 |
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