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Politica

‘Era pelo telão’ e ‘Já saiu o fenômeno’: o climão entre Michelle e Bolsonaro em ato em SC

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Foto: Reprodução

Ex-primeira-dama disse que não era para marido estar presente, pediu que ele sentasse e tentou retomar o foco

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apareceu de surpresa em evento do PL Mulher em Florianópolis no sábado (29). A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que estava no palco, foi interrompida e tentou retomar o foco. Ela pediu para que o marido ficasse “sentadinho” e “quietinho”.

Michelle chegou sozinha ao evento e seguiu para o palco. Quando foi chamada para discursar, Bolsonaro entrou –um narrador anunciou a presença do ex-presidente, com música de campanha ao fundo.

A câmera que transmitia o evento online deixou de filmar o palco para buscar imagens de Bolsonaro, que estava acompanhado do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).

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“Dá pelo menos um bom dia aqui, já que ele invadiu o evento das mulheres, né? Era para ele aparecer no telão. Era para ele aparecer no telão, não era para ele estar presente. Vocês concordam com isso? Não?”, disse Michelle.

A ex-primeira-dama insistiu que o marido deveria participar apenas pelo telão e afirmou que ele teria “um minuto” para falar. Ela chegou a sair do lado de Bolsonaro e chamá-lo para se posicionar em outro local do palco. O discurso do ex-presidente durou oito minutos.

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“Hoje a festa é das mulheres”, disse Jorginho Mello, logo depois do presidente, enquanto Michelle permanecia no palco, entre os dois homens. Representantes do PL Mulher tentaram puxar o coro “Michelle presidente”.

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“Agora ele [Bolsonaro] vai ficar sentadinho, quietinho com o governador, né, Jorginho? Vocês vão ficar quietinhos agora, né? Para a gente dar continuidade […] Meninas, meninas, olhem para cá. Eu sei que é difícil. Eu sei que é difícil, meninas”, disse Michelle.

“Se você ficar sentadinho, dá certo”, afirmou ainda a ex-primeira-dama olhando para o canto do palco, quando tentou novamente retomar a atenção depois dos discursos do marido e de Jorginho. “Deixa ele sair que a gente começa.”

“Vamos voltar ao foco, acho que já deu, né? Podemos começar?”, questionou ela.
Michelle começou o discurso agradecendo pelo carinho e pelas orações pelo marido e pela família deles. Ela falava sobre a entrada de mulheres na política quando citou novamente a presença de Bolsonaro –de forma aparentemente irônica.

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“Gente, ele [Bolsonaro] ainda está lá fora. Não é possível. Já saiu o fenômeno, já, gente? Tá ok aí? Já foi, né?”, declarou.

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Mais à frente, houve nova interrupção. Desta vez, ela se dirigiu ao maquiador e amigo, Agustin Fernandez.

“Tem alguém passando mal? Agustin, por favor, senta aqui, depois você vai tirar foto. Não tira atenção do povo, não. Tá vendo, Ro, tá vendo o que eu passo? É desse jeito. É o marido, o amigo…”, reclamou.

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O evento ocorreu em uma casa no bairro do Jurerê. A ideia era estimular mulheres a se filiarem ao partido, de olho nas eleições de 2024. Antes de Bolsonaro e de Michelle, lideranças locais femininas discursaram.

A agenda de Bolsonaro e Michelle em Santa Catarina começou na sexta (28). No sábado, no fim do dia, ela publicou no Instagram uma foto com malas e outras seis pessoas e escreveu “Destruídos”. Bolsonaro não estava no grupo.

Fonte: Jornal de Brasilia
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Politica

MAB marcha em Brasília pela valorização dos trabalhadores e pela regulamentação da PNAB

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Ato nacional terá como principal pauta a redução da jornada de trabalho e a implementação da política que defende os direitos das populações atingidas

 

Atingidos de todo o Brasil se somam, no próximo 15 de abril, à Marcha da Classe Trabalhadora, na capital federal. A mobilização nacional tem como objetivo pressionar por avanços em direitos trabalhistas, pela valorização profissional e por melhores condições de vida e, especialmente, pelo fim da escala 6×1.

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O ato é organizado por centrais sindicais, movimentos sociais e entidades representativas de variadas categorias, e já é considerado uma das principais manifestações políticas e sociais do calendário nacional de lutas. Caravanas de diferentes estados participam, a partir das 8h, da Conferência da Classe Trabalhadora, que será seguida da marcha até a Esplanada dos Ministérios e a entrega da agenda da classe trabalhadora ao Governo Federal e ao Congresso Nacional, documento que reúne as principais demandas da classe trabalhadora.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) participará da marcha com 11 ônibus – que chegarão de todo o Brasil -, levando à Brasília cerca de 400 atingidos do Piauí, São Paulo, Bahia, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo. Ivanei Dalla Costa, da coordenação nacional do movimento, afirma: “A luta dos direitos dos trabalhadores é a luta dos direitos dos atingidos. Então é importante que essa unidade seja fortalecida, especialmente nesse momento em que os atingidos reivindicam sua pauta específica ao governo federal”.

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“Seguiremos em luta até que todos nossos direitos sejam conquistados”, afirma Ivanei. Foto: Nane Camargos / ADAI

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Ivanei lembra que a trajetória de resistência dos atingidos sempre contou com a parceria da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e que a pauta defendida pelas centrais sindicais pelo fim da escala 6×1 é uma luta histórica dos trabalhadores, que ganha destaque e precisa ser conquistada neste momento.

O texto-base da Conferência foi debatido pelos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil e reúne propostas alinhadas aos desafios contemporâneos do mundo do trabalho. Entre as pautas defendidas estão a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, a geração de empregos decentes, a valorização do salário mínimo, o fortalecimento da negociação coletiva, o combate à precarização e a regulamentação do trabalho por plataformas digitais.

Em luta pela regulamentação da PNAB

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Nos dias seguintes, os atingidos seguem em mobilização na capital federal pressionando pela regulamentação da Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB). Conquistada pelos atingidos em 2023, a Lei nº 14.755 representa um marco histórico no reconhecimento e na garantia de direitos, e agora o desafio é torná-la realidade na vida dos atingidos.

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“Vamos continuar em Brasília para seguir na articulação e pressão pela regulamentação da PNAB. A lei existe, tem validade, mas para sua implementação é necessário que seja regulamentada. Isso acontece através de um decreto do governo, e por isso estamos pressionando. Já apresentamos nossa proposta de minuta do decreto para vários Ministérios. E estaremos em mobilização e debate com o governo, levando nossa proposta e construindo as melhores saídas possíveis para que a reparação e os direitos dos atingidos sejam garantidos. Este é o momento do governo federal atender nossa reivindicação”, aponta Ivanei.

Os atingidos seguirão na capital federal até o dia 17 de abril, e reforçam o convite aos parceiros e aliados da luta para que se somem neste momento de mobilização pelas pautas das populações atingidas e pela regulamentação da PNAB.

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CRÉDITOS:

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Foto: Nane Camargos / ADAI

Foto: Joyce Silva / MAB

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