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Mulheres lideram consumo de livros no Brasil e redefinem o mercado editorial

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Com 62% das compras realizadas por mulheres em 2025, leitoras influenciam tiragens, temas e ampliam espaço de autoras nas prateleiras

As mulheres não apenas leem mais no Brasil, elas sustentam o mercado editorial. Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024, do Instituto Pró-Livro, mostram que 49% das mulheres se declaram leitoras, contra 44% dos homens. Já o levantamento Panorama do Consumo de Livros 2025, da Nielsen BookData, aponta que, no último ano, 62% das pessoas que compraram livros no país foram mulheres.

O impacto vai além das livrarias, e são elas que, majoritariamente, incentivam o hábito de leitura dentro de casa, indicam títulos em clubes e nas redes sociais e impulsionam tendências que rapidamente chegam às listas de mais vendidos.

O reflexo aparece nas prateleiras, editoras têm ampliado a publicação de autoras, investido em gêneros com forte apelo feminino, como romantasia e ficção contemporânea, e aberto espaço para temas que antes circulavam à margem, como menopausa, maternidade real, carreira, saúde mental e autonomia financeira.

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“O protagonismo feminino no consumo de livros do Brasil revela muito mais do que uma tendência de mercado, aponta para uma mudança estrutural no cenário editorial”, afirma a escritora e produtora cultural brasiliense Lella Malta.

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Segundo ela, o movimento vai muito além da compra de um livro. “Mais do que consumidoras, somos criadoras de conteúdo, mediadoras e articuladoras culturais. Buscamos narrativas plurais, representatividade, aprofundamento emocional e diversidade de vozes. Isso impulsiona o surgimento de novos selos, clubes de leitura, eventos literários e projetos independentes liderados por mulheres”.

Para além da leitura, cresce também a busca por profissionalização da escrita e dos serviços editoriais. Lella coordena dois projetos voltados à inserção feminina no setor. O Escreva, Garota! funciona como comunidade de formação para mulheres que desejam escrever e publicar. Já o Elas Publicam é um encontro voltado a profissionais que atuam em diferentes etapas da produção editorial, de revisoras a editoras, de ilustradoras e agentes literárias.

“Já comandamos o consumo, agora precisamos ocupar de vez as prateleiras das livrarias e os espaços de decisão na cadeia produtiva do livro”, diz.

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Com mulheres influenciando o que se lê, o que se publica e o que se vende, o mercado editorial brasileiro passa por uma mudança silenciosa e estrutural. Quem compra define prioridades. Hoje, são elas que estão no centro dessa transformação.

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Elas indicam

Onde ler mais mulheres:

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  • Amora Livros – Clube de assinatura de livros escritos por mulheres (Instagram: @amoralivros_brasil)

  • Leia Mulheres – Clube de leitura (Instagram: @_leiamulheres)

  • Leituras Decoloniais – Clube de leitura como prática decolonial (Instagram: @leiturasdecoloniais)

Onde se profissionalizar, fazer networking e obter apoio para iniciar uma carreira literária:

  • Escreva, Garota! – Grupo de apoio, engajamento e capacitação continuada para mulheres que escrevem (Instagram: @escrevagarota )

  • Elas Publicam – Encontro de mulheres do mercado editorial e canal de notícias do mercado do livro brasileiro (Instagram: @elaspublicam )

Analu Leite (BA), autora de Verdades de Papel (Editora Urutau) indica a obra Solitária, de Eliana Alvez Cruz (Companhia das Letras).

Adriana Moro (PR), autora de Não me chame de mãe (Editora Urutau) indica a obra Boca do Mundo, de Dia Bárbara Nobre (Companhia das Letras).

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Caroline Ferreira (SP), autora de Chuva: poemas imprevistos e precipitados (Editora Viseu) indica a obra O Abate, de Vanessa Strelow (Oito e Meio).

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CDH e CE abre debate no Senado sobre altas habilidades e superdotação em audiência pública

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A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado realiza, no próximo dia 23 de fevereiro, às 10h, audiência pública para discutir os desafios enfrentados por estudantes com altas habilidades ou superdotação (AH/SD) no Brasil. A reunião ocorrerá no Plenário nº 2, do Anexo II, Ala Senador Nilo Coelho.

Presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), a comissão tem como vice-presidente a senadora Mara Gabrilli (senadora sp). O debate ocorre em um momento considerado estratégico, diante da discussão do novo Plano Nacional de Educação (PNE) no Congresso.

De acordo com a presidente da CDH, senadora Damares Alves, estudantes com altas habilidades ou superdotação apresentam desempenho significativamente acima da média em uma ou mais áreas do conhecimento, podendo se destacar nos campos intelectual, acadêmico, artístico, psicomotor ou de liderança, além de demonstrarem elevada criatividade e forte engajamento nas áreas de seu interesse.

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“A legislação brasileira já assegura o direito ao atendimento educacional especializado, mas a realidade mostra que ainda há subidentificação e atendimento insuficiente. Em milhares de municípios brasileiros não há sequer registro de estudantes superdotados, o que revela um apagamento preocupante. Estamos falando de talentos que podem contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento sustentável do País”, afirma a senadora.

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Segundo Damares, embora os educandos com AH/SD estejam inseridos no âmbito da educação inclusiva, ainda é preciso avançar na efetivação do cadastro nacional previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), bem como na definição de critérios mais precisos de identificação.

“Infelizmente, o atendimento especializado ainda é fragmentado e descontinuado. Precisamos garantir políticas públicas consistentes, formação adequada para profissionais da educação e estratégias que reconheçam também os estudantes com dupla excepcionalidade. Não podemos permitir que a invisibilização continue desperdiçando tantos talentos”, destaca.

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A presidente da comissão ressalta ainda que o debate é oportuno diante da tramitação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei nº 2.614/2024, que trata do novo Plano Nacional de Educação para o próximo decênio.

“É fundamental que o Senado promova uma discussão qualificada para que o próximo PNE contemple de forma efetiva os direitos dos estudantes com altas habilidades ou superdotação”, conclui.

📍 Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH)
📅 23 de fevereiro de 2026
⏰ 10h
🏛️ Anexo II, Plenário nº 2 – Senado Federal

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Assessoria de Comunicação – Comissão de Direitos Humanos
Tel.: (61) 9.9241-7132
E-mail: arthur.reis@senado.leg.br
cdh@senado.leg.br

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