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“Não existirá justiça climática sem justiça de gênero”, diz ministra Márcia Lopes

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A ministra Márcia Lopes destacou o papel que as mulheres desempenham nos esforços globais para combater os efeitos da mudança do clima. Foto: Daniel Hiroshi/EBC

Em entrevista ao Bom Dia, Ministra, titular da pasta das Mulheres detalha programação do Dia de Gênero na COP30, em Belém (PA)

A ministra Márcia Lopes (Mulheres) foi enfática nesta quarta-feira (19) ao falar sobre o papel que as mulheres desempenham nos esforços globais para combater os efeitos da mudança do clima. “Não existirá justiça climática sem justiça de gênero”, disse, em entrevista a profissionais de rádio e portais no Bom Dia, Ministra. Márcia Lopes conversou diretamente de Belém (PA), onde nesta quarta e quinta (19 e 20) a agenda da COP30 será marcada pelas pautas tratadas no Dia de Gênero (Gender Day) e pela campanha mundial pelo fim da violência contra a mulher.
“Estamos com uma programação intensa. Participaremos de muitas mesas de debates. Vou me reunir com catadoras de material reciclável, vamos fazer debates sobre o Plano Clima e a participação das mulheres em todas as iniciativas. Temos tido atividades com a juventude, com as mulheres jovens de vários países. As mulheres estão ocupando um espaço fundamental nessa COP”, afirmou a ministra.
Não existirá justiça climática sem justiça de gênero. Vamos fazer debates com a participação das mulheres em todas as iniciativas. Temos tido atividades com a juventude, com as mulheres jovens de vários países. As mulheres estão ocupando um espaço fundamental nessa COP”

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Márcia Lopes, ministra das Mulheres
Segundo Márcia Lopes, a agenda em torno do Dia de Gênero permite que mulheres indígenas, negras, pescadoras, das águas, campos e florestas participem mais intensamente das discussões. “Temos as meninas aqui também, que sempre vêm ao nosso encontro, dizendo que são meninas, mas que são cuidadoras, que também querem atenção, proteção, que querem mais acesso às políticas e isso é importante”.
CARTILHA – Outro ponto destacado por Márcia Lopes foi a cartilha Mulheres nas Ações Climáticas, distribuída durante a COP30. “Está fazendo sucesso. Precisamos ter um padrão de informação, de consciência. A gente vai fazer chegar por meio digital a toda a mídia do Brasil. Todos os dias, temos nove, dez atividades para conversar com o povo brasileiro e com mulheres de tantos outros países, de todos os continentes”.
PROTOCOLO – A ministra detalhou ainda o protocolo internacional para o fortalecimento de mulheres e meninas em situações de emergência climática e desastres. A iniciativa é desenvolvida em parceria com organismos internacionais no âmbito do Plano de Aceleração de Soluções (PAS) da conferência em Belém (PA). “Nós já temos as diretrizes, no sentido de que toda vez que houver uma situação de emergência, de calamidade, de desastres, as mulheres saibam como agir e buscar apoio. Ao mesmo tempo em que são as mais impactadas, as mulheres são as mais capazes de criar soluções alternativas em relação à reconstrução das casas, à busca da alimentação, ao cuidado dos filhos, da família, dos vizinhos. As mulheres são sempre muito solidárias”, explicou.
LEGADO – Questionada sobre o legado da COP30 para as mulheres, Márcia Lopes detalhou como foi montada a preparação para o evento e disse que a programação incluía o antes, o durante e o depois da conferência. “Implantamos um curso de informação para o trabalho junto com as mulheres em todas as dimensões das suas vidas, que se chama Diplomacia Popular. Iniciamos com 100 pessoas e vamos agora avaliar e continuar para que, de fato, as mulheres se sintam protagonistas e nos ajudem a reverberar, reproduzir os parâmetros, os princípios. Vamos sair daqui fortalecidas”. Segundo a ministra, a cartilha será distribuída em escolas, para que professoras e professores possam inserir o debate no contexto de sala de aula. “Nada melhor do que a educação, do que a formação, do que a mudança de rumo das visões em cada geração”.

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PLANO NACIONAL – A ministra ressaltou ainda que o Plano Nacional de Políticas Para as Mulheres tem sido discutido com a sociedade. “Estamos no momento de construir o nosso Plano Nacional de Políticas Para as Mulheres e vamos conversando, adequando realidades, procurando dar prioridade àquilo que as mulheres de cada estado estabelecem como necessidades para a melhoria da qualidade de vida, da convivência, da participação e do protagonismo na sociedade”, afirmou.
Segundo a ministra, as discussões em torno do plano envolvem, em todas as áreas, quase mil conferências livres nas esferas municipais e estaduais, com ampla participação popular. “As mulheres tiveram a liberdade de se reunir. Mulheres jornalistas fizeram conferência livre, empresárias, catadoras de material reciclável. Quando a gente faz as conferências, a gente abre caminho. Isso é democracia. E agora, com 60 propostas prioritárias, vamos elaborar o Plano Nacional. As mulheres estão mais mobilizadas”.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram nesta quarta-feira (19/11) a Rádio Nacional de Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC); Rádio CBN, de Belém (PA); Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre (RS); Rádio Verdinha, de Fortaleza (CE); Rádio Aperipê FM, de Aracaju (SE); Portal Tribuna Norte e Leste, de Vitória (ES); e Rádio Hora, de Campo Grande (MS).
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Mulheres lideram consumo de livros no Brasil e redefinem o mercado editorial

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Com 62% das compras realizadas por mulheres em 2025, leitoras influenciam tiragens, temas e ampliam espaço de autoras nas prateleiras

As mulheres não apenas leem mais no Brasil, elas sustentam o mercado editorial. Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024, do Instituto Pró-Livro, mostram que 49% das mulheres se declaram leitoras, contra 44% dos homens. Já o levantamento Panorama do Consumo de Livros 2025, da Nielsen BookData, aponta que, no último ano, 62% das pessoas que compraram livros no país foram mulheres.

O impacto vai além das livrarias, e são elas que, majoritariamente, incentivam o hábito de leitura dentro de casa, indicam títulos em clubes e nas redes sociais e impulsionam tendências que rapidamente chegam às listas de mais vendidos.

O reflexo aparece nas prateleiras, editoras têm ampliado a publicação de autoras, investido em gêneros com forte apelo feminino, como romantasia e ficção contemporânea, e aberto espaço para temas que antes circulavam à margem, como menopausa, maternidade real, carreira, saúde mental e autonomia financeira.

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“O protagonismo feminino no consumo de livros do Brasil revela muito mais do que uma tendência de mercado, aponta para uma mudança estrutural no cenário editorial”, afirma a escritora e produtora cultural brasiliense Lella Malta.

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Segundo ela, o movimento vai muito além da compra de um livro. “Mais do que consumidoras, somos criadoras de conteúdo, mediadoras e articuladoras culturais. Buscamos narrativas plurais, representatividade, aprofundamento emocional e diversidade de vozes. Isso impulsiona o surgimento de novos selos, clubes de leitura, eventos literários e projetos independentes liderados por mulheres”.

Para além da leitura, cresce também a busca por profissionalização da escrita e dos serviços editoriais. Lella coordena dois projetos voltados à inserção feminina no setor. O Escreva, Garota! funciona como comunidade de formação para mulheres que desejam escrever e publicar. Já o Elas Publicam é um encontro voltado a profissionais que atuam em diferentes etapas da produção editorial, de revisoras a editoras, de ilustradoras e agentes literárias.

“Já comandamos o consumo, agora precisamos ocupar de vez as prateleiras das livrarias e os espaços de decisão na cadeia produtiva do livro”, diz.

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Com mulheres influenciando o que se lê, o que se publica e o que se vende, o mercado editorial brasileiro passa por uma mudança silenciosa e estrutural. Quem compra define prioridades. Hoje, são elas que estão no centro dessa transformação.

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Elas indicam

Onde ler mais mulheres:

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  • Amora Livros – Clube de assinatura de livros escritos por mulheres (Instagram: @amoralivros_brasil)

  • Leia Mulheres – Clube de leitura (Instagram: @_leiamulheres)

  • Leituras Decoloniais – Clube de leitura como prática decolonial (Instagram: @leiturasdecoloniais)

Onde se profissionalizar, fazer networking e obter apoio para iniciar uma carreira literária:

  • Escreva, Garota! – Grupo de apoio, engajamento e capacitação continuada para mulheres que escrevem (Instagram: @escrevagarota )

  • Elas Publicam – Encontro de mulheres do mercado editorial e canal de notícias do mercado do livro brasileiro (Instagram: @elaspublicam )

Analu Leite (BA), autora de Verdades de Papel (Editora Urutau) indica a obra Solitária, de Eliana Alvez Cruz (Companhia das Letras).

Adriana Moro (PR), autora de Não me chame de mãe (Editora Urutau) indica a obra Boca do Mundo, de Dia Bárbara Nobre (Companhia das Letras).

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Caroline Ferreira (SP), autora de Chuva: poemas imprevistos e precipitados (Editora Viseu) indica a obra O Abate, de Vanessa Strelow (Oito e Meio).

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61 98251-9821 61 99514-5393

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