Social
Ateliê do MAB amplia programação nas férias e oferece minicursos gratuitos de bordado e pintura em janeiro
Projeto convida crianças, jovens e adultos a transformar a visita ao museu em experiência de criação, com encontros sequenciais e vagas limitadas.
O Museu de Arte de Brasília (MAB) abre janeiro com uma programação especial de férias do Ateliê do MAB, iniciativa que aproxima diferentes públicos da arte por meio do fazer. A proposta é simples: cada encontro parte de referências do acervo e das mostras em cartaz para ativar práticas coletivas, experimentação de materiais e trocas de saberes — transformando a visita em experiência criativa.
Durante o mês, o Ateliê do MAB realiza minicursos gratuitos com atividades para crianças a partir de 6 anos e para jovens e adultos a partir de 10 anos, em módulos sequenciais que permitem acompanhar um percurso completo de aprendizagem. Todas as ações são gratuitas, com 20 vagas por sessão e indicação etária conforme a oficina (vagas preenchidas por ordem de chegada).
A programação de janeiro se organiza em dois blocos: Mini Curso de Bordado (de 5 a 11/1) e Mini Curso de Pintura (de 12 a 18/1). Nos turnos da manhã, as crianças participam de oficinas lúdicas; à tarde, acontecem os encontros voltados a jovens e adultos, com introdução e aprofundamentos técnicos.
Viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, o Ateliê do MAB reforça o museu como lugar de convivência e criação, com trilhas formativas que vão do lúdico infantil à investigação de técnicas e linguagens contemporâneas.
Programação de férias – Janeiro
Mini Curso de Bordado
5/1 (seg.) – 10h Brincadeiras com Linhas e Cores (crianças, a partir de 6 anos) – parte 1 | 16h Introdução ao Bordado (a partir de 10 anos)
7/1 (qua.) – 10h parte 2 | 16h Ponto invisível e ponto atrás
8/1 (qui.) – 10h parte 3 | 16h Ponto pirulito e ponto corrente
9/1 (sex.) – 10h parte 4 | 16h Palavras e símbolos
10/1 (sáb.) – 10h parte 5 | 14h Fixando botões e outros materiais
11/1 (dom.) – 10h parte 6 | 14h Desenvolvimento de trabalho autoral
Mini Curso de Pintura
12/1 (seg.) – 10h Pintura Lúdica para Crianças (a partir de 6 anos) – parte 1 | 16h Introdução à Pintura (a partir de 10 anos)
14/1 (qua.) – 10h parte 2 | 16h Círculo cromático
15/1 (qui.) – 10h parte 3 | 16h Texturas e diferentes materiais
16/1 (sex.) – 10h parte 4 | 16h Luz, sombra e trabalho com camadas
17/1 (sáb.) – 10h parte 5 | 14h Composição e equilíbrio
18/1 (dom.) – 10h parte 6 | 14h Figurativo e abstrato
Sobre as oficinas (sinopses)
Brincadeiras com Linhas e Cores (crianças, a partir de 6 anos)
As crianças experimentam linhas, texturas e cores; aprendem pontos simples; brincam com desenhos na talagarça; participam de atividades coletivas e criam pequenas composições livres, desenvolvendo coordenação, criatividade e expressão.
Mini Curso de Bordado (a partir de 10 anos)
Percurso que atravessa pontos básicos e avançados, composição, texturas e cores, chegando ao desenvolvimento de um trabalho autoral. A proposta conecta técnicas tradicionais de bordado a práticas da arte contemporânea, valorizando saberes e memórias culturais.
Pintura Lúdica para Crianças (a partir de 6 anos)
Mini curso em módulos que combinam brincadeira, exploração sensorial e criação: misturas de cores, gestos amplos com pincéis, diferentes suportes e ferramentas, pintura guiada por sensações e emoções, experimentos com música e atividades coletivas em grandes superfícies.
Mini Curso de Pintura (a partir de 10 anos)
Formação prática para jovens e adultos com experimentação de materiais, estudo de cores (primárias, secundárias e complementares), investigação de técnicas e texturas, recursos de luz e sombra e finalização de uma pintura autoral, estimulando autonomia e linguagem própria.
SERVIÇO
Ateliê do MAB
Museu de Arte de Brasília (Setor de Hotéis e Turismo Norte, trecho 1, Projeto Orla)
Oficinas: não é necessária inscrição (20 vagas por sessão)
Funcionamento: Todos os dias, exceto terça-feira, de 10h às 19h
Informações: @mediato.art
Acesso: gratuito —
Baú Comunicação Integrada
Camila Maxi – (61) 98334-4279
Michel Toronaga – (61) 98185-8595
Visite nosso site: www.baucomunicacao.com.br
Social
Acampamento Terra Livre inicia atividades do Abril Indígena, em Brasília (DF)
A programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, além de apresentar respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia.
Considerado um mês de mobilização nacional, resistência e visibilidade para os povos indígenas do país, o Abril Indígena tem início com a realização do Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF). Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o ATL 2026 ocorrerá entre os dias 5 e 11 de abril, no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). A mobilização é uma iniciativa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).
Em sua 22ª edição, a programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, ao mesmo tempo em que apresenta respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia. A mobilização está dividida em cinco eixos: A Resposta Somos Nós; Nosso Futuro Não Está à Venda; Nossa Luta Pela Vida!; Terra Demarcada, Brasil Soberano e Democracia Garantida; e Diga ao Povo que Avance!.
No dia 6 de abril, lideranças de todas as regiões do país debaterão a violência vivida durante a ditadura militar na plenária “Memória, Verdade e Justiça para os Povos Indígenas”. A mesa é organizada pelo Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas, iniciativa que tem como propósito ampliar o debate público sobre a justiça de transição para os povos originários e, principalmente, formular uma proposta de instituição de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV).
No dia seguinte, a programação será marcada pela marcha “Congresso inimigo dos povos: nosso futuro não está à venda”. Em 2026, ao menos seis propostas anti-indígenas tramitam no Congresso Nacional, como a PEC 48 (Marco Temporal); PDLs contra demarcações (717/2024, 1121/2025, 1126/2025 e 1153/2025); o GT de Mineração em TIs; o PL 6050/2023 (Exploração Econômica); e o PL 6093/2023 (PL do Agro).
Já no dia 8, o movimento indígena fortalece sua atuação em espaços internacionais como parte de uma estratégia política de resistência e articulação, na plenária “Do território tradicional ao cenário global: o movimento indígena brasileiro na luta socioambiental”. Além da mesa, a APIB também promoverá um encontro entre lideranças indígenas e embaixadas, bem como um encontro de comunicadores indígenas da Guatemala e do Brasil.
As eleições de 2026 também farão parte dos debates do Acampamento Terra Livre, na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós”. A plenária ocorrerá no dia 9 e leva o nome do manifesto publicado pela APIB no ano passado, no qual reafirma o compromisso de seguir com a Campanha Indígena e o projeto de aldeamento da política. “Não existe agenda climática sem protagonismo político indígena”, diz trecho da carta.
Além da Campanha Indígena, o dia 9 será marcado pela marcha “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”. Segundo a APIB, até o mês de março deste ano, cerca de 76 Terras Indígenas estão prontas para serem homologadas e aguardam apenas a assinatura do presidente Lula. Outras 34 dependem do ministro da Justiça para a emissão da portaria de declaração.
A programação do acampamento se encerra com a plenária e a leitura do documento final, no dia 10 de abril. Os dias 5 e 11 serão reservados para chegada e retorno das delegações aos seus territórios. Acesse a programação completa aqui: Link .
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) lançou uma campanha de arrecadação para o acampamento. Para contribuir, basta acessarhttps://www.
Sobre o ATL
Há 22 anos, o ATL reúne, na capital federal, milhares de lideranças indígenas das cinco regiões do país para denunciar violações de direitos, incidir sobre o poder público e defender seus territórios.
No ano de 2025, o ATL reuniu mais de 9 mil indígenas em Brasília. Com o tema “APIB somos todos nós: em defesa da Constituição e da vida”, a mobilização celebrou os 20 anos de luta e conquistas da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.
Em sua carta final, o acampamento reforçou a defesa dos direitos territoriais e o protagonismo indígena na agenda climática global. “Nossa ciência e sistema ancestral, expressos na agroecologia, nas economias indígenas, na gestão coletiva dos territórios e na nossa relação espiritual com a Mãe Natureza, preservam a biodiversidade, todas as formas de vida, incluindo os mananciais, e sustentam sistemas alimentares saudáveis e equilibrados. Por isso, demandamos a retomada imediata das demarcações de todas as terras indígenas no Brasil como uma política climática efetiva, além do financiamento direto para a proteção integral dos nossos territórios e dos nossos modos de vida.”
Sobre a APIB
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) é uma instância de referência nacional do movimento indígena, criada de baixo para cima. Ela reúne sete organizações regionais indígenas (Apoinme, ArpinSudeste, ArpinSul, Aty Guasu, Conselho Terena, Coiab e Comissão Guarani Yvyrupa) e foi criada para fortalecer a união dos povos indígenas, a articulação entre as diferentes regiões e organizações, além de mobilizar contra ameaças e agressões aos direitos indígenas.
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