Politica
Detran-DF retira 49 condutores alcoolizados das vias no fim de semana
Valquíria Cunha/Ascom Detran-DF
Em cinco regiões do DF foram realizadas 549 abordagens e 507 testes de etilômetro
Da noite de sexta-feira (20) até a madrugada deste domingo (22), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal, com o apoio da Polícia Militar, realizou ações de fiscalização nas regiões de Taguatinga, Gama, Arapoanga, Paranoá e São Sebastião.
Os agentes de trânsito realizaram 549 abordagens e 507 testes de etilômetro. Ao todo, foram flagrados 49 condutores dirigindo sob a influência de álcool, 24 inabilitados, dois com a CNH suspensa e 58 por motivos diversos. Foram flagrados, ainda, 13 veículos com escapamento irregular.
Ações de controle e fluidez
Durante o fim de semana, as equipes de fiscalização do Detran-DF realizaram ações de controle de tráfego e interdições em vias do Distrito Federal para garantir a segurança viária durante a realização de eventos.
No sábado (21), os agentes atuaram no Bloco Joaninha, no estacionamento do Centro Cultural do Taguaparque, em Taguatinga, organizando o fluxo de veículos e promovendo as intervenções necessárias na região.
Já no domingo (22/2), foi realizada a Rua do Lazer do Guará, na Avenida Central do Guará II, no trecho entre a 4ª Delegacia de Polícia e o Edifício Consei (EQ 31/33). Além das interdições na via, as equipes também fizeram o controle do tráfego nas imediações, assegurando maior fluidez e segurança para participantes e condutores.
Politica
Mulheres lideram consumo de livros no Brasil e redefinem o mercado editorial
Com 62% das compras realizadas por mulheres em 2025, leitoras influenciam tiragens, temas e ampliam espaço de autoras nas prateleiras
As mulheres não apenas leem mais no Brasil, elas sustentam o mercado editorial. Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024, do Instituto Pró-Livro, mostram que 49% das mulheres se declaram leitoras, contra 44% dos homens. Já o levantamento Panorama do Consumo de Livros 2025, da Nielsen BookData, aponta que, no último ano, 62% das pessoas que compraram livros no país foram mulheres.
O impacto vai além das livrarias, e são elas que, majoritariamente, incentivam o hábito de leitura dentro de casa, indicam títulos em clubes e nas redes sociais e impulsionam tendências que rapidamente chegam às listas de mais vendidos.
O reflexo aparece nas prateleiras, editoras têm ampliado a publicação de autoras, investido em gêneros com forte apelo feminino, como romantasia e ficção contemporânea, e aberto espaço para temas que antes circulavam à margem, como menopausa, maternidade real, carreira, saúde mental e autonomia financeira.
“O protagonismo feminino no consumo de livros do Brasil revela muito mais do que uma tendência de mercado, aponta para uma mudança estrutural no cenário editorial”, afirma a escritora e produtora cultural brasiliense Lella Malta.
Segundo ela, o movimento vai muito além da compra de um livro. “Mais do que consumidoras, somos criadoras de conteúdo, mediadoras e articuladoras culturais. Buscamos narrativas plurais, representatividade, aprofundamento emocional e diversidade de vozes. Isso impulsiona o surgimento de novos selos, clubes de leitura, eventos literários e projetos independentes liderados por mulheres”.
Para além da leitura, cresce também a busca por profissionalização da escrita e dos serviços editoriais. Lella coordena dois projetos voltados à inserção feminina no setor. O Escreva, Garota! funciona como comunidade de formação para mulheres que desejam escrever e publicar. Já o Elas Publicam é um encontro voltado a profissionais que atuam em diferentes etapas da produção editorial, de revisoras a editoras, de ilustradoras e agentes literárias.
“Já comandamos o consumo, agora precisamos ocupar de vez as prateleiras das livrarias e os espaços de decisão na cadeia produtiva do livro”, diz.
Com mulheres influenciando o que se lê, o que se publica e o que se vende, o mercado editorial brasileiro passa por uma mudança silenciosa e estrutural. Quem compra define prioridades. Hoje, são elas que estão no centro dessa transformação.
Elas indicam
Onde ler mais mulheres:
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Amora Livros – Clube de assinatura de livros escritos por mulheres (Instagram: @amoralivros_brasil)
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Leia Mulheres – Clube de leitura (Instagram: @_leiamulheres)
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Leituras Decoloniais – Clube de leitura como prática decolonial (Instagram: @leiturasdecoloniais)
Onde se profissionalizar, fazer networking e obter apoio para iniciar uma carreira literária:
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Escreva, Garota! – Grupo de apoio, engajamento e capacitação continuada para mulheres que escrevem (Instagram: @escrevagarota )
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Elas Publicam – Encontro de mulheres do mercado editorial e canal de notícias do mercado do livro brasileiro (Instagram: @elaspublicam )
Analu Leite (BA), autora de Verdades de Papel (Editora Urutau) indica a obra Solitária, de Eliana Alvez Cruz (Companhia das Letras).
Adriana Moro (PR), autora de Não me chame de mãe (Editora Urutau) indica a obra Boca do Mundo, de Dia Bárbara Nobre (Companhia das Letras).
Caroline Ferreira (SP), autora de Chuva: poemas imprevistos e precipitados (Editora Viseu) indica a obra O Abate, de Vanessa Strelow (Oito e Meio).

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