Politica
Ministério das Comunicações divulga resultado de edital para levar internet banda larga e Wi-Fi a mais de 2 mil escolas públicas
| Foto: Peter Neylon/MCom |
Nova etapa do programa Escolas Conectadas foi publicada nesta quinta-feira (3)
Mais de 1 milhão de estudantes da rede pública de ensino estão mais perto de ter acesso à internet de qualidade em sala de aula. O Ministério das Comunicações divulgou, no Diário Oficial da União (DOU), desta quinta-feira (3), o resultado do edital do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que vai garantir conectividade a 2.168 escolas públicas em todas as regiões do país.
“A inclusão digital nas escolas prepara cidadãos para o futuro e amplia horizontes. Conectar uma sala de aula é dar condições para que o aluno sonhe mais alto. É isso que estamos fazendo: democratizando o acesso à tecnologia para todos”, afirma o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
O resultado representa um avanço no programa Escolas Conectadas, iniciativa, que vai garantir internet de qualidade para alunos e professores da educação básica, com fins pedagógicos. A medida integra o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e tem como objetivo conectar todas as 138 mil escolas de ensino básico do país, com internet voltada ao uso em sala de aula.
De acordo com o balanço do Escolas Conectadas, 73,1 mil unidades escolares já contam com o serviço, o que representa mais de 53% da meta total da iniciativa. Para atender às que ainda não foram contempladas, o Ministério das Comunicações contratou, em 2024, a conexão de 32,5 mil escolas, deve fechar contrato neste ano para, ao menos, outras 27,5 mil unidades e prevê atender as restantes até o final de 2026.
Inovação
Este é o segundo edital da modalidade de benefício fiscal do Fust — uma inovação iniciada no ano passado. Em 2024, foi lançado o primeiro edital, que resultou na contratação de conectividade para 15,4 mil escolas.
Nessa modalidade, as conexões são realizadas por empresas de telecomunicações com recursos próprios, que poderão ser abatidos das contribuições ao fundo. As operadoras podem usar até 50% do valor que destinariam ao Fust para conectar escolas.
Escolas Conectadas
Do total de recursos do projeto Escolas Conectadas, R$ 6,5 bilhões são provenientes do PAC, com aportes de quatro fontes principais: o Leilão do 5G, o Fust, o Programa de Inovação Educação Conectada (PIEC) e a Lei 14.172/2021.
Os R$ 2,3 bilhões adicionais serão destinados à implementação dos demais eixos da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas. Esses recursos vêm de três fontes: Lei 14.172/2021 (R$ 1,7 bilhão), PIEC (R$ 350 milhões) e Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) (R$ 250 milhões).
O projeto articula diversas políticas públicas voltadas à conectividade nas escolas, como o Fust, o Programa Aprender Conectado, a Lei de Conectividade (Lei 14.172/2021), o Wi-Fi Brasil, os programas Norte e Nordeste Conectados, o PIEC, o Programa Banda Larga nas Escolas Públicas Urbanas (PBLE) e o Programa de Atendimento de Escolas Rurais.
Ascom MCom
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Politica
Mulheres lideram consumo de livros no Brasil e redefinem o mercado editorial
Com 62% das compras realizadas por mulheres em 2025, leitoras influenciam tiragens, temas e ampliam espaço de autoras nas prateleiras
As mulheres não apenas leem mais no Brasil, elas sustentam o mercado editorial. Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024, do Instituto Pró-Livro, mostram que 49% das mulheres se declaram leitoras, contra 44% dos homens. Já o levantamento Panorama do Consumo de Livros 2025, da Nielsen BookData, aponta que, no último ano, 62% das pessoas que compraram livros no país foram mulheres.
O impacto vai além das livrarias, e são elas que, majoritariamente, incentivam o hábito de leitura dentro de casa, indicam títulos em clubes e nas redes sociais e impulsionam tendências que rapidamente chegam às listas de mais vendidos.
O reflexo aparece nas prateleiras, editoras têm ampliado a publicação de autoras, investido em gêneros com forte apelo feminino, como romantasia e ficção contemporânea, e aberto espaço para temas que antes circulavam à margem, como menopausa, maternidade real, carreira, saúde mental e autonomia financeira.
“O protagonismo feminino no consumo de livros do Brasil revela muito mais do que uma tendência de mercado, aponta para uma mudança estrutural no cenário editorial”, afirma a escritora e produtora cultural brasiliense Lella Malta.
Segundo ela, o movimento vai muito além da compra de um livro. “Mais do que consumidoras, somos criadoras de conteúdo, mediadoras e articuladoras culturais. Buscamos narrativas plurais, representatividade, aprofundamento emocional e diversidade de vozes. Isso impulsiona o surgimento de novos selos, clubes de leitura, eventos literários e projetos independentes liderados por mulheres”.
Para além da leitura, cresce também a busca por profissionalização da escrita e dos serviços editoriais. Lella coordena dois projetos voltados à inserção feminina no setor. O Escreva, Garota! funciona como comunidade de formação para mulheres que desejam escrever e publicar. Já o Elas Publicam é um encontro voltado a profissionais que atuam em diferentes etapas da produção editorial, de revisoras a editoras, de ilustradoras e agentes literárias.
“Já comandamos o consumo, agora precisamos ocupar de vez as prateleiras das livrarias e os espaços de decisão na cadeia produtiva do livro”, diz.
Com mulheres influenciando o que se lê, o que se publica e o que se vende, o mercado editorial brasileiro passa por uma mudança silenciosa e estrutural. Quem compra define prioridades. Hoje, são elas que estão no centro dessa transformação.
Elas indicam
Onde ler mais mulheres:
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Amora Livros – Clube de assinatura de livros escritos por mulheres (Instagram: @amoralivros_brasil)
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Leia Mulheres – Clube de leitura (Instagram: @_leiamulheres)
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Leituras Decoloniais – Clube de leitura como prática decolonial (Instagram: @leiturasdecoloniais)
Onde se profissionalizar, fazer networking e obter apoio para iniciar uma carreira literária:
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Escreva, Garota! – Grupo de apoio, engajamento e capacitação continuada para mulheres que escrevem (Instagram: @escrevagarota )
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Elas Publicam – Encontro de mulheres do mercado editorial e canal de notícias do mercado do livro brasileiro (Instagram: @elaspublicam )
Analu Leite (BA), autora de Verdades de Papel (Editora Urutau) indica a obra Solitária, de Eliana Alvez Cruz (Companhia das Letras).
Adriana Moro (PR), autora de Não me chame de mãe (Editora Urutau) indica a obra Boca do Mundo, de Dia Bárbara Nobre (Companhia das Letras).
Caroline Ferreira (SP), autora de Chuva: poemas imprevistos e precipitados (Editora Viseu) indica a obra O Abate, de Vanessa Strelow (Oito e Meio).

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PREZZ COMUNICAÇÃO 61 98251-9821 61 99514-5393 |
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