Social
Mocidade Alegre é a campeã do carnaval de São Paulo pelo segundo ano seguido
Foliões da escola de samba Mocidade Alegre se apresentam na segunda noite de carnaval no Sambódromo de São Paulo, Brasil, na madrugada do dia 11 de fevereiro de 2024. – (crédito: NELSON ALMEIDA / AFP)
Desfile abordou as viagens de Mário de Andrade pela “Brasiléia Desvairada”. É o 12º título da escola, que venceu também no ano passado
A Mocidade Alegre é a campeã do carnaval de São Paulo 2024. A escola trouxe em seu desfile a temática “Brasiléia Desvairada: a Busca de Mário de Andrade por um País” e narrou as viagens do escritor Mário Andrade, que mapeou a cultura brasileira nos anos 20 do século passado. A apuração ocorreu na tarde desta terça-feira (13/2), no sambódromo do Anhembi.
É o 12º título da Mocidade, escola nascida no bairro do Limão, segunda maior vencedora do carnaval paulista e atual bicampeã, já que conquistou a vitória também no ano passado.
O segundo lugar ficou com a Dragões da Real, que levou para a avenida o enredo “África – uma constelação de reis e rainhas”, para celebrar o continente africano.
Em terceiro lugar ficou a Acadêmicos dos Tatuapé, que contou história da cidade baiana Mata de São João.
As escolas Tom Maior e Independente Tricolor, por sua vez, terminaram nas últimas colocações e foram rebaixadas para o Grupo de Acesso em 2025.
Critérios de pontuação
As 14 escolas do Grupo Especial são pontuadas em nove quesitos: Evolução, Comissão de Frente, Fantasia, Enredo, Samba-Enredo, Bateria, Alegoria, Mestre-sala e porta-bandeira e Harmonia.
Confira as notas recebidas por cada escola:
Camisa Verde e Branco
- Evolução: 29.7
- Comissão de Frente: 29.7
- Fantasia: 30
- Enredo: 29.9
- Samba enredo: 29.9
- Bateria: 30
- Alegoria: 29.8
- Mestre-sala e porta-bandeira: 30
- Harmonia: 30
Barroca Zona Sul
- Evolução: 30
- Comissão de Frente: 29.8
- Fantasia: 29.9
- Enredo: 29.7
- Samba enredo: 30
- Bateria: 29.9
- Alegoria: 29.9
- Mestre-sala e porta-bandeira: 30
- Harmonia: 29.9
Dragões da Real
- Evolução: 30
- Comissão de Frente: 30
- Fantasia: 30
- Enredo: 30
- Samba enredo: 30
- Bateria: 30
- Alegoria: 30
- Mestre-sala e porta-bandeira: 30
- Harmonia: 30
Independente Tricolor
- Evolução: 30
- Comissão de Frente: 29.7
- Fantasia: 29.9
- Enredo: 29.7
- Samba enredo: 29.8
- Bateria: 30
- Alegoria: 29.5
- Mestre-sala e porta-bandeira: 30
- Harmonia: 30
Acadêmicos do Tatuapé
- Evolução: 30
- Comissão de Frente: 30
- Fantasia: 30
- Enredo: 29.9
- Samba enredo: 29.8
- Bateria: 30
- Alegoria: 30
- Mestre-sala e porta-bandeira: 30
- Harmonia: 30
Mancha Verde
- Evolução: 29.9
- Comissão de Frente: 29.9
- Fantasia: 30
- Enredo: 30
- Samba enredo: 29.9
- Bateria: 30
- Alegoria: 29.9
- Mestre-sala e porta-bandeira: 30
- Harmonia: 30
Rosas de Ouro
- Evolução: 29.8
- Comissão de Frente: 29.9
- Fantasia: 30
- Enredo: 30
- Samba enredo: 29.9
- Bateria: 30
- Alegoria: 29.5
- Mestre-sala e porta-bandeira: 30
- Harmonia: 30
Vai-Vai
- Evolução: 29.6
- Comissão de Frente: 30
- Fantasia: 30
- Enredo: 30
- Samba enredo: 30
- Bateria: 30
- Alegoria: 29.9
- Mestre-sala e porta-bandeira: 29.9
- Harmonia: 30
Tom Maior
- Evolução: 29.6
- Comissão de Frente: 29.8
- Fantasia: 30
- Enredo: 29.9
- Samba enredo: 29.9
- Bateria: 30
- Alegoria: 29.7
- Mestre-sala e porta-bandeira: 29.8
- Harmonia: 30
Mocidade Alegre
- Evolução: 30
- Comissão de Frente: 30
- Fantasia: 30
- Enredo: 30
- Samba enredo: 30
- Bateria: 30
- Alegoria: 30
- Mestre-sala e porta-bandeira: 30
- Harmonia: 30
Gaviões da Fiel
- Evolução: 29.9
- Comissão de Frente: 30
- Fantasia: 30
- Enredo: 29.8
- Samba enredo: 30
- Bateria: 30
- Alegoria: 29.9
- Mestre-sala e porta-bandeira: 30
- Harmonia: 30
Águia de Ouro
- Evolução: 29.8
- Comissão de Frente: 29.9
- Fantasia: 30
- Enredo: 29.8
- Samba enredo: 29.9
- Bateria: 30
- Alegoria: 29.5
- Mestre-sala e porta-bandeira: 30
- Harmonia: 30
Império de Casa Verde
- Evolução: 30
- Comissão de Frente: 29.8
- Fantasia: 30
- Enredo: 29.8
- Samba enredo: 30
- Bateria: 30
- Alegoria: 10
- Mestre-sala e porta-bandeira: 30
- Harmonia: 30
Acadêmicos do Tucuruvi
- Evolução: 30
- Comissão de Frente: 29.9
- Fantasia: 30
- Enredo: 30
- Samba enredo: 30
- Bateria: 30
- Alegoria: 29.5
- Mestre-sala e porta-bandeira: 30
- Harmonia: 30
Social
Acampamento Terra Livre inicia atividades do Abril Indígena, em Brasília (DF)
A programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, além de apresentar respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia.
Considerado um mês de mobilização nacional, resistência e visibilidade para os povos indígenas do país, o Abril Indígena tem início com a realização do Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF). Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o ATL 2026 ocorrerá entre os dias 5 e 11 de abril, no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). A mobilização é uma iniciativa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).
Em sua 22ª edição, a programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, ao mesmo tempo em que apresenta respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia. A mobilização está dividida em cinco eixos: A Resposta Somos Nós; Nosso Futuro Não Está à Venda; Nossa Luta Pela Vida!; Terra Demarcada, Brasil Soberano e Democracia Garantida; e Diga ao Povo que Avance!.
No dia 6 de abril, lideranças de todas as regiões do país debaterão a violência vivida durante a ditadura militar na plenária “Memória, Verdade e Justiça para os Povos Indígenas”. A mesa é organizada pelo Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas, iniciativa que tem como propósito ampliar o debate público sobre a justiça de transição para os povos originários e, principalmente, formular uma proposta de instituição de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV).
No dia seguinte, a programação será marcada pela marcha “Congresso inimigo dos povos: nosso futuro não está à venda”. Em 2026, ao menos seis propostas anti-indígenas tramitam no Congresso Nacional, como a PEC 48 (Marco Temporal); PDLs contra demarcações (717/2024, 1121/2025, 1126/2025 e 1153/2025); o GT de Mineração em TIs; o PL 6050/2023 (Exploração Econômica); e o PL 6093/2023 (PL do Agro).
Já no dia 8, o movimento indígena fortalece sua atuação em espaços internacionais como parte de uma estratégia política de resistência e articulação, na plenária “Do território tradicional ao cenário global: o movimento indígena brasileiro na luta socioambiental”. Além da mesa, a APIB também promoverá um encontro entre lideranças indígenas e embaixadas, bem como um encontro de comunicadores indígenas da Guatemala e do Brasil.
As eleições de 2026 também farão parte dos debates do Acampamento Terra Livre, na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós”. A plenária ocorrerá no dia 9 e leva o nome do manifesto publicado pela APIB no ano passado, no qual reafirma o compromisso de seguir com a Campanha Indígena e o projeto de aldeamento da política. “Não existe agenda climática sem protagonismo político indígena”, diz trecho da carta.
Além da Campanha Indígena, o dia 9 será marcado pela marcha “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”. Segundo a APIB, até o mês de março deste ano, cerca de 76 Terras Indígenas estão prontas para serem homologadas e aguardam apenas a assinatura do presidente Lula. Outras 34 dependem do ministro da Justiça para a emissão da portaria de declaração.
A programação do acampamento se encerra com a plenária e a leitura do documento final, no dia 10 de abril. Os dias 5 e 11 serão reservados para chegada e retorno das delegações aos seus territórios. Acesse a programação completa aqui: Link .
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) lançou uma campanha de arrecadação para o acampamento. Para contribuir, basta acessarhttps://www.
Sobre o ATL
Há 22 anos, o ATL reúne, na capital federal, milhares de lideranças indígenas das cinco regiões do país para denunciar violações de direitos, incidir sobre o poder público e defender seus territórios.
No ano de 2025, o ATL reuniu mais de 9 mil indígenas em Brasília. Com o tema “APIB somos todos nós: em defesa da Constituição e da vida”, a mobilização celebrou os 20 anos de luta e conquistas da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.
Em sua carta final, o acampamento reforçou a defesa dos direitos territoriais e o protagonismo indígena na agenda climática global. “Nossa ciência e sistema ancestral, expressos na agroecologia, nas economias indígenas, na gestão coletiva dos territórios e na nossa relação espiritual com a Mãe Natureza, preservam a biodiversidade, todas as formas de vida, incluindo os mananciais, e sustentam sistemas alimentares saudáveis e equilibrados. Por isso, demandamos a retomada imediata das demarcações de todas as terras indígenas no Brasil como uma política climática efetiva, além do financiamento direto para a proteção integral dos nossos territórios e dos nossos modos de vida.”
Sobre a APIB
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) é uma instância de referência nacional do movimento indígena, criada de baixo para cima. Ela reúne sete organizações regionais indígenas (Apoinme, ArpinSudeste, ArpinSul, Aty Guasu, Conselho Terena, Coiab e Comissão Guarani Yvyrupa) e foi criada para fortalecer a união dos povos indígenas, a articulação entre as diferentes regiões e organizações, além de mobilizar contra ameaças e agressões aos direitos indígenas.
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