Social
Forúm de mulheres celebra 50 anos do hip-hop com música e debates
Forúm de mulheres celebra 50 anos do hip-hop com música e debates
8ª edição do Fórum Nacional de Mulheres no Hip-Hop ocorre de 10 e 12 de março, no Sesc do Setor Comercial Sul
Organizado pela Frente Nacional Mulheres no Hip-Hop e pela OSC ACESSO, em parceria com a Secretaria de Estado de Turismo do Distrito Federal, o fórum deve ser o maior maior encontro de mulheres já realizado pelo movimento hip-hop no país.
A programação inclui oficinas culturais, debates, palestras, rodas de conversa, exposições, pocket shows e até um passeio por pontos que revelam o “afroturismo” do DF.
Apresentação de Vera Veronika e convidadas no 8º Fórum Nacional de Mulheres no Hip Hop está marcada para o sábado (11/3), às 20h

Vera Veronika é uma das rappers veteranos do DFDonas Filmes/Divulgação
“O hip-hop dialoga com o afroturismo à medida que ele é movimento, uma cultura originária das periferias, no gueto, feito por pessoas pretas. E quando a gente pensa em afroturismo em Brasília é esse turismo fora da capital, de quebrada, nas casas de cultura e museus do hip-hop, pontos que muitas vezes não são reconhecidos”, explica a coordenadora geral do evento.
Outro destaque da programação é a mesa que irá debater o combate ao feminicídio e o empoderamento feminino gerados pelo estilo. “A cultura hip hop é um movimento de transformação social e político. Então a gente pauta nossas demandas, o respeito que a gente exige. O hip hop é uma forma de dialogar com esse público, com essa tomada de consciência”, acrescenta Ravena.
No sábado (11/3), o evento terá apresentações de danças urbanas e afro, mixagem de DJs, além de performances da rapper Vera Verônica e convidadas, batalhas de rima e break dance.
Os debates de sexta (9/3) e domingo (11/3) são restritos a pessoas que se inscreveram antecipadamente. Já a programação cultural de sábado do Fórum é aberta a qualquer interessado. A grade completa de atividades está disponível no Instagram da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop (clique para ser redirecionado).
Serviço
8ª edição do Fórum Nacional de Mulheres no Hip-Hop
De 10 a 12 de março no Sesc Presidente Dutra, localizado no Setor Comercial Sul. Endereço: Setor Comercial Sul, Quadra. 02, Edifício Presidente Dutra. Programação completa no Instagram da organização: https://www.instagram.com/fnmh2/
Social
Acampamento Terra Livre inicia atividades do Abril Indígena, em Brasília (DF)
A programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, além de apresentar respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia.
Considerado um mês de mobilização nacional, resistência e visibilidade para os povos indígenas do país, o Abril Indígena tem início com a realização do Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF). Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o ATL 2026 ocorrerá entre os dias 5 e 11 de abril, no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). A mobilização é uma iniciativa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).
Em sua 22ª edição, a programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, ao mesmo tempo em que apresenta respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia. A mobilização está dividida em cinco eixos: A Resposta Somos Nós; Nosso Futuro Não Está à Venda; Nossa Luta Pela Vida!; Terra Demarcada, Brasil Soberano e Democracia Garantida; e Diga ao Povo que Avance!.
No dia 6 de abril, lideranças de todas as regiões do país debaterão a violência vivida durante a ditadura militar na plenária “Memória, Verdade e Justiça para os Povos Indígenas”. A mesa é organizada pelo Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas, iniciativa que tem como propósito ampliar o debate público sobre a justiça de transição para os povos originários e, principalmente, formular uma proposta de instituição de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV).
No dia seguinte, a programação será marcada pela marcha “Congresso inimigo dos povos: nosso futuro não está à venda”. Em 2026, ao menos seis propostas anti-indígenas tramitam no Congresso Nacional, como a PEC 48 (Marco Temporal); PDLs contra demarcações (717/2024, 1121/2025, 1126/2025 e 1153/2025); o GT de Mineração em TIs; o PL 6050/2023 (Exploração Econômica); e o PL 6093/2023 (PL do Agro).
Já no dia 8, o movimento indígena fortalece sua atuação em espaços internacionais como parte de uma estratégia política de resistência e articulação, na plenária “Do território tradicional ao cenário global: o movimento indígena brasileiro na luta socioambiental”. Além da mesa, a APIB também promoverá um encontro entre lideranças indígenas e embaixadas, bem como um encontro de comunicadores indígenas da Guatemala e do Brasil.
As eleições de 2026 também farão parte dos debates do Acampamento Terra Livre, na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós”. A plenária ocorrerá no dia 9 e leva o nome do manifesto publicado pela APIB no ano passado, no qual reafirma o compromisso de seguir com a Campanha Indígena e o projeto de aldeamento da política. “Não existe agenda climática sem protagonismo político indígena”, diz trecho da carta.
Além da Campanha Indígena, o dia 9 será marcado pela marcha “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”. Segundo a APIB, até o mês de março deste ano, cerca de 76 Terras Indígenas estão prontas para serem homologadas e aguardam apenas a assinatura do presidente Lula. Outras 34 dependem do ministro da Justiça para a emissão da portaria de declaração.
A programação do acampamento se encerra com a plenária e a leitura do documento final, no dia 10 de abril. Os dias 5 e 11 serão reservados para chegada e retorno das delegações aos seus territórios. Acesse a programação completa aqui: Link .
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) lançou uma campanha de arrecadação para o acampamento. Para contribuir, basta acessarhttps://www.
Sobre o ATL
Há 22 anos, o ATL reúne, na capital federal, milhares de lideranças indígenas das cinco regiões do país para denunciar violações de direitos, incidir sobre o poder público e defender seus territórios.
No ano de 2025, o ATL reuniu mais de 9 mil indígenas em Brasília. Com o tema “APIB somos todos nós: em defesa da Constituição e da vida”, a mobilização celebrou os 20 anos de luta e conquistas da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.
Em sua carta final, o acampamento reforçou a defesa dos direitos territoriais e o protagonismo indígena na agenda climática global. “Nossa ciência e sistema ancestral, expressos na agroecologia, nas economias indígenas, na gestão coletiva dos territórios e na nossa relação espiritual com a Mãe Natureza, preservam a biodiversidade, todas as formas de vida, incluindo os mananciais, e sustentam sistemas alimentares saudáveis e equilibrados. Por isso, demandamos a retomada imediata das demarcações de todas as terras indígenas no Brasil como uma política climática efetiva, além do financiamento direto para a proteção integral dos nossos territórios e dos nossos modos de vida.”
Sobre a APIB
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) é uma instância de referência nacional do movimento indígena, criada de baixo para cima. Ela reúne sete organizações regionais indígenas (Apoinme, ArpinSudeste, ArpinSul, Aty Guasu, Conselho Terena, Coiab e Comissão Guarani Yvyrupa) e foi criada para fortalecer a união dos povos indígenas, a articulação entre as diferentes regiões e organizações, além de mobilizar contra ameaças e agressões aos direitos indígenas.
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